A cada dia, novos profissionais chegam ao mercado em busca de uma vaga.  A qualificação, sem dúvida, tem sido o principal investimento de muitas pessoas, que veem na capacitação uma forma extra de se destacar na área de atuação pretendida.  A maioria dos novos empregados têm em mãos cursos técnicos, superiores, pós-graduação etc. Porém, o que pode ser observado é que muitos deles, apesar de terem uma boa bagagem de conteúdo, não sabem se relacionar profissionalmente.

O ambiente corporativo requer, na maioria dos casos, o trabalho em equipe. A boa convivência é o principio chave para o sucesso de uma organização.  Mas, muitas vezes manter essa harmonia entre as pessoas, é um desafio.  Cada um possui características especificas e nem sempre é possível ter empatia e afinidade com todo mundo.  Porém, é preciso saber dosar e se comportar de forma prudente e profissional para estabelecer um bom relacionamento no trabalho.

A todo o momento somos influenciados pelas atitudes dos outros, mesmo que seja de forma inconsciente.  Você já parou para pensar por que sentimos vontade de bocejar quando alguém boceja? Por que ficamos com os olhos marejados quando vemos outra pessoa chorar? Muitas vezes, nossas ações ocorrem de acordo com as ações das outras pessoas. Mas por que isso acontece?

O cérebro humano tem a capacidade de simular determinadas ações. De acordo com o neurobiólogo, Giacomo Rizzolatti, tal processo é feito por um grupo de células, denominadas neurônios espelhos, que tendem a refletir a atividade a qual estamos observando. Sendo assim, tais neurônios permitem que as pessoas exerçam determinadas ações, de forma inconsciente, apenas acessando um “banco de memórias”.

Segundo a psicóloga Nathália Carnivali, tanto as emoções positivas, quanto as negativas podem ser transmitidas para nós, sem que haja percepção.  “Quando estamos interagindo socialmente, temos a tendência natural de imitar o comportamento do nosso interlocutor, sem que estejamos conscientes disso. Isso pode ser observado mais claramente no processo de aprendizagem, onde é possível notar que a criança observa e imita os gestos e comportamentos daqueles que lhe são mais próximos. É o que chamamos de aprendizagem por observação”, ressalta.

No âmbito organizacional, esse contagio emocional também pode ser observado. De acordo com Nathália, quando uma pessoa chega ao trabalho com raiva, por exemplo, ela pode transmitir esse sentimento para seus colegas. “Quanto mais expressiva a pessoa for, mais ela irá transmitir suas emoções para o outro. Essas emoções são normalmente absorvidas quando, de forma inconsciente, imitamos as expressões faciais e linguagem corporal dos outros. Algumas pesquisas apontam que as mulheres são mais propensas a se contagiarem emocionalmente por serem mais empáticas e preocupadas com as relações interpessoais”, afirma a psicóloga.

Como é possível notar, a todo o momento as pessoas são influenciadas umas pelas outras.  Por isso, é fundamental adotar boas práticas de convivência para ter um ambiente de trabalho mais saudável e flexível. Elaboramos abaixo, algumas dicas para tornar sua convivência mais leve na empresa. Confira:

Seja gentil: você não precisa gostar de todo mundo, mas gentileza é essencial no dia a dia!
– Respeite as diferenças: saber respeitar as opiniões dos outros é fundamental!
– Seja parceiro: o trabalho em equipe exige parceria, por isso é tão importante ter cumplicidade com seus colegas de trabalho.
– Aprenda a escutar: cada um pensa de um jeito, mas todos querem ser ouvidos, então escute mais.
– Passe a amar o que você faz: aprenda a gostar do seu trabalho e foque nele. Assim o objetivo final será sempre maior que os pormenores que possam surgir.

Lembre-se, o ambiente corporativo é um espaço plural, então faça a sua parte e contribua para a boa convivência da firma! Bora gerar bons comportamentos espelhos?!

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Raiza Halfeld

Mineira de Juiz de Fora, movida a desafios. Gosta de aprender coisas novas e trocar experiências, pois enxerga a educação como um processo contínuo. É graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFJF, e atualmente cursa MBA em Marketing pela UNOPAR.