O Tempo. Ele mostra-se de tantas formas. Por tantas perspectivas. E talvez, não seja contemporâneo, afinal, ele sempre esteve presente. Sempre foi. É. Mas o coloquei nesta categoria – se é que posso designa-lo de algum jeito – pois diante as (desculpas) correrias em nossas (prioridades) rotinas, esquecemos de olha-lo. Senti-lo. E vive-lo. Pois é, eu sei, todo mundo tem falado nisso, mas nem todo mundo tem prestado atenção. Decerto que não há fórmula mágica, até porque, é subjetivo: cada um possui um Tempo diferente. Coisas diferentes. Construções diferentes. Mas cabe, sim, por mais clichê que possa soar, reavaliar. Todo dia. Essa semana o texto é curto assim, porque o Tempo também é, dependendo de sua escolha, afinal, hoje em dia ninguém para pra ler um texto grande.

Você já ouviu uma música hoje? Não daquele jeito, com fone de ouvido no transporte público, ou com o Spotify ligado enquanto você trabalha diante uma mesa cheia de papeis. Mas aquele jeito antigo, sabe? Quando você parava para realmente ouvir a música: interpretar a letra, descobrir os instrumentos, se emocionar com sua memória afetiva e até se arriscar em fazer as demais vozes da harmonia.

Por vezes, vivemos com a Síndrome de Aladdin, achando que não há erros e que estamos em um mundo ideal, sem cobranças. Mas esta utopia é traiçoeira.  Esse tanto de dificuldade que passamos traz o tempero da coisa. Ninguém disse que seria fácil. Nós projetamos nos desenhos o que queremos.

Para garantir que nossas prioridades estejam bem definidas, sugiro parar por três minutos. Todo dia. Não deve ser difícil, não é? Bom… há quem não consiga ficar três minutos sem entrar em uma mídia social. Isso não é muito longo, e esse é o ponto: é mais longo do que muitas vezes damos a tantas coisas nas quais pensamos que é tão importante, como ouvir corretamente um parceiro, analisar racionalmente nossas ambições de carreira ou ler um livro junto de um café.

Todo mundo foge da autoajuda, mas será por quê? É o medo de deparar-se com si mesmo? Não entendo muito de guerras, daquelas braçais e históricas, mas das mentais, sei um pouco – todos (vivemos) sabemos. A melhor forma de vencer é enfrentar. E esta luta pode significar também o reconhecimento: reconhecer no que você é fraco. Se abster. Se afastar. Reconectar àquilo que realmente lhe traz satisfação – não só financeira, mas mental e espiritual. Ensaiar nossa confiança e nos olharmos, de novo. Dê 3 minutos ao seu dia. À sua saúde. Ao seu futuro.

banner clique
The following two tabs change content below.
Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa