Não se vê muita gente confiante. Mas, corajosa. Há uma diferença. Desbravar o mundo das ideias, em uma exploração interna e externa é desafiador e caracteriza, talvez, o passo inicial da coragem. Só que, quando se chega no destino, a adrenalina transborda e ofusca a confiança.

O que – novamente: talvez – diferencia uma vida plena de outra não plena é um algo que não faz parte do currículo educacional e que pode parecer vago, bobo e idealista no mau sentido. É preciso buscar a inerente simplicidade e observar quantas conquistas não vieram de um trabalho superior só porque você possui conhecimento naquela área, mas que, daquela estranha e única flutuação da alma, ganhou através da confiança.

 Mas por que não é fácil ser confiante? “Parte do motivo é uma ressaca do passado. Durante milhares de anos, para a maioria de nós, simplesmente não existiram oportunidades para a esperança: fomos servos e escravos – e a habilidade de sobrevivência psicológica central era manter a cabeça baixa e as expectativas, também. Cada um de nós ainda carrega um pouco do legado desse passado, uma atitude de servidão interna que ameaça nosso espírito ainda em uma era moderna tecnológica e democrática.
A esperança pode parecer perigosa”. Além disso, alguns pais podem ter mandado mensagens sutis: “Pessoas como nós não…”, “Quem você acha que é…”. Pois é, o bullying é real, em todas as perspectivas. Em todos os cenários.

Deveríamos sentir compaixão pela origem dessas mensagens defensivas paternas: elas eram uma proteção, uma estratégia de sobrevivência e uma fuga da humilhação. A escola não ajudou. Queria que fôssemos crianças boas e nos ensinou a confiar na autoridade estabelecida.

Confiança tem a ver com memórias. Aquelas que podem nos dá esperança.

Toda mudança começa com um plano. O sucesso dela depende de várias coisas: grande comprometimento, paixão pela causa, disposição a aceitar um novo caminho, determinação para superar qualquer obstáculo e, em alguns casos, fazer alianças inusitadas. É curioso pensarmos em influxos. Eles estão passeando pela História. Interferindo na rotina. Memórias. E as histórias dos tempos anteriores a este, só podem, portanto, ser transmitidas de memória.

A lembrança do passado se alterando de geração em geração. A dúvida inevitável de que somente a imaginação que escreveu as primeiras histórias. Pense comigo, faz sentido. Não apenas cada povo inventou sua origem, criou sua origem, mas inventou também a origem do mundo. Criou o mundo. Junto às suas divindades – bom, elas foram criadas por Homens ou já existiam antes deles? A morte também é um pensamento necessário. Deveríamos usá-lo não para nos deixar mais tristes, mas para nos assustar e nos fazer colocar a mão frutiferamente na massa.

Imaginar nos torna confiantes.

“Há um limite para as paixões humanas quando elas provêm dos sentimentos, mas não há limite para aquelas que sofrem a influência da imaginação.”

Quando experimentamos, escolhemos. Da escolha seguimos para o discernimento. Questionamos. Filosofamos. E então, percebemos o que temos feito. A partir disto, é erguida uma série de atos racionais, sustentados por sentimentos, através de memórias. Do que nos foi dito lá atrás, desde que nos entendemos por gente. A lógica segue esse caminho. E só nesse parágrafo, há vários volumes, fascículos, estudos, livros, manuscritos sobre esse tema, mas não precisamos imergir. Por enquanto.

“O pensamento que foi de início tomado, emprestado a outro e depois aceito por sua mente e memória não influencia realmente muito a sua vida, e por vezes pode conduzi-lo à direção errada. Aperfeiçoar a si mesmo é trabalho interior e exterior: ninguém pode aprimorar-se sem comunicar-se com outras pessoas, sem influenciá-las e ser influenciado por estas.” (Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi, escritor russo. 1828-1910.)

O risco de não fazer nada, é maior do que o risco de errar. Nosso medo de errar deve abrir caminho para o único perigo verdadeiro que existe: o de nunca tentar. No final, por mais clichê que seja dizer isto, é verdadeiro: você é capaz. Dê valor a autoajuda. Se ajude. Se ouça. Se valorize. Olha para si e veja a pluralidade que é. As camadas. As oportunidades. Os sonhos que lhe definem.

banner clique
The following two tabs change content below.
Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa