Dias atrás vi no Twitter (melhor site para essas coisas), uma arroba verificada/famosa criticando um comentário e recomendação de um cliente a respeito de certo restaurante, através de um print (coisas da hipermodernidade). Nas mentions, todos o apoiando, dizendo que o cliente fez muito “mimimi” e por aí vai. Fui o do contra. Apoiei o cliente.
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Você prefere um restaurante sem adequação na proposta de criação – e execução? Vale sim ponderar e pensar no serviço que se propõe. Essa mania de brasileiro de abrasileirar tudo (Ou seria, “americanizar” tudo?  E não é só na gastronomia que observamos isto, não é mesmo?).

Se dispõe de um cardápio (serviço) em outro idioma, por quê não contratar ou treinar garçons (funcionários) naquele idioma? Se você escolhe o tradicional, por quê traduzir sua proposta em tantas outras camadas que podem destoar da ideia inicial? Se o seu prato (serviço) não cabe na mesa (aquele público-alvo), por quê insistir em utilizá-la? Em minha perspectiva, este cliente foi coerente. Mas, a geração do “mimimi” importa. Há o lado positivo. Porque assim os empreendedores podem cada vez mais aprimorar, lapidar, reconhecer. Podem, inclusive, desenvolver habilidades sociais, explorando o relacionamento com o cliente e expandindo sua visão. Desconstruindo visões.

Diante da abertura inovadora das plataformas digitais, vê-se oportunidades de minimizar e agilizar serviços, através do feedback do cliente, que antes não ganhava tanta proporção ou engajamento. As visualizações de um único comentário podem gerar a catarse necessária – ou não – para seu negócio subir/cair.

Procure consultores que possam alinhar seu projeto. Não se trata, empreendedor, de regalias ou vaidade. Ou de dar ouvidos somente aos “clientes chatos”, que só sabem fazer “mimimi”. Trata-se de conduzir, desde o planejamento estratégico lá atrás, os detalhes. E amarrá-los logo cedo.

Esteja atento também aos influencers, pois eles hoje estão ditando o comportamento – não só do consumidor. As dissoluções contemporâneas. O poder do digital. As reduções destiladas do que é relevante e harmônico. Há muita intolerância e equívocos gerados pela facilidade do click nas mãos. Observe mais.

Se coloque agora na posição de “cliente”: o que você mais nota nos estabelecimentos? Serviço, preço, atendimento, localização, arquitetura, decoração, som ambiente, limpeza, wifi, banheiros? É sempre um conjunto, não é mesmo? Porque você está buscando, na verdade, não somente aquela pizza, mas a EXPERIÊNCIA que aquela pizza lhe proporciona, junto de todo o restante. Você reclama, pois busca sempre o melhor. Busca o custo-benefício. A memória afetiva. O sabor indestrutível. Os olhares que sorriem. As toalhas alinhadas com o design do seu coração. E, por mais poético que seja, somos assim, afinal. Romantizamos tudo, porque nos falta amor em nossa rotina. Talvez uma única hora em uma pizzaria depois de um dia cansativo, possa traduzir um beijo apaixonado, um momento eternizado, uma escolha feliz, uma mente calma. Uma vida satisfeita, mesmo que por apenas uma hora.

Fica a reflexão. Acredito que o comentário abre o leque para várias discussões sobre a construção de marca, relacionamento com cliente e planejamento. Não quis argumentar em totalidade para que você possa encontrar seu posicionamento diante a realidade que o cerca – afinal, cada um possui influências socioculturais e mercadológicas.  Fique à vontade para expor seu pensamento por aqui. Até o próximo texto!

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa