Praticamente todas as semanas recebo uma série de currículos e indicações de jovens universitários aspirantes a comunicadores em busca de um estágio em agência. O mix de graduações apresentadas é alto, passando por Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Rádio e TV, Marketing, Comunicação Mercadológica, Designer, e por aí vai.

Apesar dos cursos formarem profissionais com habilidades específicas, no final das contas e considerando o atual cenário das empresas da área, o impacto de suas funções se converge, normalmente, em um trabalho-fim baseado na geração e propagação de informações e suporte à marcas.

Por conta disso, é importante lembrarmos que a matéria-prima da área são as ideias e informações. E que hoje, mais do que nunca, as plataformas de domínio público gratuitas, também podem ser suporte para o desenvolvimento desses jovens futuros profissionais.

Ao ingressar na faculdade, alguns demônios assombram a vida dos universitários, como a falta de experiência, de portfólio, conhecimento e habilidades. Pronto. Todas as justificativas do mundo para não conseguir entrar em uma agência!

Para qualquer comunicador, estar sem trabalho não significa estar parado e é possível se desenvolver se, minimamente, houver vontade. Algo como postura empreendedora. Nesse sentido, mesmo sem um “emprego”, é possível ser relevante e se destacar através dos próprios esforços.

Veja como:

  1. Desenvolver habilidades

A indústria da comunicação é abrangente, conectada, tecnológica e repleta de ferramentais. Muitos deles são possíveis de serem treinados e aprendidos independente de universidade ou curso específico. E isso diferencia os futuros profissionais, que passam a conhecer e ter no currículo uma boa oferta de possibilidades.

Além disso, alguns conhecimentos em softwares e habilidades de escrita ajudam o estudante a desenvolver um portfólio de estudos ou daquilo que mais tem afinidade. Não há necessidade da excelência no pacote Adobe, por exemplo, a não ser que você queira se desenvolver por esse caminho. Mas, uma noção básica só contribui para a performance do profissional, que passa a ser multifacetado.

  1. Absorver referências

Trabalhar com comunicação exige um alto poder de observação e busca de referências. Elas são importantes, pois ampliam o repertório cultural, proporcionando mais qualidade no desempenho de um comunicador.

Seja para escrever um texto, criar uma peça visual, editar uma “sonora” ou um programa de TV, as referências ajudam no processo de produção de algo, e compõem nosso arquivo de recursos a serem acionados quando nos deparamos com desafios. Então, quanto maior o repertório, mais chances de resolução e sucesso.

Música, cinema, leituras, livros, vivências, experiências, relacionamentos – tudo é repertório! Permita-se!

  1. Geração conteúdo

A melhor maneira de se desenvolver é colocando a mão na massa. Produzir é o melhor caminho para comunicadores que querem evoluir.

A facilidade da internet e o acesso simples às ferramentas, recursos e plataformas, como blogs, canais de conteúdos em formatos diversos, compõem os ferramentais necessários para os aspirantes comunicadores tirarem suas ideias da mente. Mais do que evolução e desenvolvimento, essas ideias podem ser portfólio e auxiliar o ingresso dos jovens no mercado de trabalho.

banner clique
The following two tabs change content below.

Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)