As mudanças no mercado estão cada vez mais exponenciais, precisando cada vez mais de um plano estratégico bacana e sólido, mas ao mesmo tempo adaptável. Esse planejamento estratégico pede um olhar mais voltado para o futuro, que permita enxergar possibilidades fora dos cenários atuais.

É claro que todo o nosso conhecimento de mercado vem de experiências passadas, mas a estratégia deve vir atenta às previsões, ou tendências, que o futuro já vem dando pistas hoje. Previsões? Sim, afinal não se pode simplesmente adivinhar o futuro, mas é possível desenhar potenciais futuros, analisando as tendências de mercado.

Essa análise sobre o futuro é possível porque, como mencionei, não se trata de uma página em branco, o futuro é escrito hoje. Como pensamos no futuro, em como e o que acontecerá, influencia as decisões que tomamos hoje. O futuro é criado todos os dias.

Podemos ver isso ao escrevermos um futuro sem o dinheiro como conhecemos quando criamos aplicativos para pagamentos, como Pay Pal, Pag Seguro e o Nubank, por exemplo, ou o Bitcoin, uma tendência e a mais popular das moedas digitais, vem acumulando grupos de investidores. A forma como realizamos as nossas transações
financeiras, não só como indivíduos, mas também como empresa, evolui e migra para o mundo digital cada vez mais rápido.

Usinas solares fornecendo energia através de uma modalidade de geração mais barata e sustentável, que podem abastecer carros elétricos, e até mesmo autônomos, causam impactos sociais e culturais, com possibilidade de reduzir acidentes, assim como os trens em cápsulas.

Até mesmo a internet das coisas, que é vislumbre do futuro, evolui a cada dia com sensores e mecanismos que os tornam mais inteligentes.

É engraçado pensarmos que até mesmo a inteligência artificial, que vem tornando a internet das coisas cada vez mais evoluída, é aperfeiçoada constantemente por métodos como o deep learning, um jeito de ensinar a máquina, aproveitando as informações inseridas. Isso tudo porque a busca pela experiência sempre fez parte do ser humano. Antes buscávamos ideias, conhecimentos e experiências que estimulassem a nossa imaginação, no entanto hoje essa viagem tomou o sentido contrário, pois conseguimos imaginar muitas coisas e queremos vê-las materializadas de alguma forma. Imaginar nos faz buscar experiências, e então antecipar e participar delas.

Na ExpoDisney deste anos, Otávio Juliano, CCO da Omelete Group relembrou a frase: as pessoas esquecerão o que você diz ou fez, mas nunca o que você as fez sentirem. E é verdade. São esses momentos que alguém passa, seja com outra ou com uma marca, que definirá se a experiência será boa ou ruim, e ficará gravado na memória.

E como tudo isso afetará as empresas e gestores no futuro é uma pergunta que não pode ser negligenciada, pois é totalmente relevante. O fim do dinheiro como conhecemos impacta nas atividades financeiras de uma empresa, assim como as energias renováveis também impactarão não só saúde da empresa, mas em suas decisões estratégicas
relacionadas a serviços e produtos ofertados no futuro. A internet das coisas e a inteligência artificial são totalmente relevantes na evolução de processos e também no atendimento ao cliente, como é o caso dos chatbots, cada vez mais inteligentes e humanizados para atender clientes em um ambiente virtual, a cada dia mais comum para nós.

E a experiência então? Se é algo importante para a relação da marca com os clientes, é ainda mais importante na relação da empresa com os seus colaboradores. A Comunicação Interna, por exemplo, não se trata mais de despejar  informação corporativa ou procedimentos de Recursos Humanos nas pessoas. Agora a ideia é estimular o diálogo, combinando as ferramentas da Comunicação Interna com a metodologia do endomarketing, falando mais a linguagem dos colaboradores. É essencial conhecer e se relacionar para oferecer uma experiência bacana para as
equipes, afinal de contas, são elas que farão os produtos e serviços chegarem da maneira adequada e com a qualidade esperada nos clientes finais.

A experiência é uma forma de comunicação, e fazer uma comunicação interna efetiva é diferente de dar informação aos colaboradores. A experiência através de uma Comunicação Interna efetiva ajuda na ativação do engajamento dos colaboradores. E isso só é possível ao montar um planejamento estratégico que seja relevante com o futuro que
estamos escrevendo hoje.

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação, com uma passagem de 17 anos pela EMBRAER, onde atuei na edição de Publicações Técnicas e como focal point de inovação. Estruturei e estive a frente de um programa voltado a conectar pessoas, ajustar processos, melhorar a comunicação e aplicar uma gestão colaborativa e inovadora de equipes, ajudando a desenvolver o potencial humano, através do engajamento e da capacitação. Em paralelo, como freelancer, produzi textos para a revista Villaggio Panamby e para o site infoescola.com. Fundei a Inovadoramente Consultoria para oferecer serviços em gestão de equipes e comunicação. Também sou conteudista no Ideia de Marketing e na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, além de professor de Pós-Graduação na ESPM, dentro do Centro de Inovação e Criatividade.