Fazer com que sua marca fique na roda de conversa das pessoas, não é tarefa simples. Isso se torna ainda mais complicado se você não consegue enxergar a importância do seu público para o pleno desenvolvimento da organização. Fazer marketing nunca foi fácil. Com o crescimento do mercado e com o surgimento das infinitas possibilidades de consumo e concorrência acirrada, ficou ainda mais difícil conseguir conquistar a atenção do público, não é mesmo?

Por isso, é preciso ficar atento às mudanças que estão ocorrendo na sociedade de uma forma geral.  Creio que na era digital é mais do que necessário compreender o conceito de cauda longa, uma vez que é possível aplica-lo em diversos casos.  O termo foi popularizado por Chris Anderson e faz referência as mudanças que a nossa cultura e economia vêm passando nas últimas décadas. De acordo com esse conceito, houve uma transformação do mercado de massa, dominado por poucos, para um mercado mais pulverizado, de inúmeros nichos. Esse processo ocorreu, principalmente, por causa da internet, que diminui os custos de produção e distribuição, tornando assim, menos necessário a massificação de produtos em um único formato para os consumidores. Agora produtos e serviços segmentados estão se tornando mais atraentes que os produtos de massa.

Hoje vemos uma retomada de movimentos que visam valorizar não apenas produções locais, mas também empresas que se destacam por oferecer produtos especializados e diferenciados para seus clientes. Isso se dá, principalmente, no comércio online.  Lojas de customização de roupas e clube de assinantes de livros são alguns dos exemplos que demonstram o quanto o mercado de nicho vem crescendo.

O conceito de cauda longa também pode ser aplicado nas transformações que vem ocorrendo na movimentação do conteúdo em si. O crescimento das mídias alternativas tem oferecido conteúdos especializados, de nichos. Da mesma forma, as pessoas estão criando comunidades nas redes sociais e se mobilizando acerca de assuntos específicos.  Na indústria do entretenimento, por exemplo, vemos surgir os chamados fanfics, que são narrativas produzidas por fãs que partem da apropriação de alguns personagens e enredos de filmes, séries etc. Eles elaboram seus próprios roteiros e direcionam para comunidades específicas de fãs na internet.  Temos também a figura dos lovemarkers que correspondem a grupos de consumidores que criam um relacionamento muito próximo com uma marca e acaba atuando como verdadeiros defensores e, também, fiscalizadores daquele marca em questão.

A internet converteu todos os usuários em distribuidores de conteúdo.  Há uma diversidade muito grande de materiais circulando. De acordo com Anderson (2006), a cultura que antes vinha sendo influenciada pelos conglomerados de comunicação, passou a ser influenciada, também, por conteúdos amadores. Assim, o usuário passou a escolher dentro de um “menu infinito” aquilo que ele mais gosta.

O conceito de cauda longa serve para chamar a atenção dos profissionais de marketing e comunicação sobre a necessidade de se investir em uma cultura mais participativa.  É necessário olhar para o público de uma forma mais ampla e entender suas reais necessidades. Diante de um mundo fragmentado, é fundamental investir no relacionamento com o cliente, pois ele é o maior potencial de uma empresa.

Abaixo, elaboramos três dicas que podem ajudar a tornar esse “diálogo” mais eficaz. Confira!

– Ouça mais: as empresas precisam ouvir mais não apenas o público, mas também colaboradores.  Afinal, o ambiente interno gera impacto no externo.

– Esteja disponível: não ignore mensagens, vídeos, fotos etc, que seu público enviar. Ao contrário, tente valorizar cada material que chega.

– Estimule seu público a criar: elabore campanhas de marketing que possam envolver as pessoas.  Trabalhe o conceito de cocriação.

O maior desafio das empresas, atualmente, é gerar conversa. A partir do momento que você estiver mais próximo do seu público e conhecê-lo de forma ampla, a afinidade aumentará, logo, a conversa ficará mais fácil de acontecer.

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Raiza Halfeld

Mineira de Juiz de Fora, movida a desafios. Gosta de aprender coisas novas e trocar experiências, pois enxerga a educação como um processo contínuo. É graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFJF, e atualmente cursa MBA em Marketing pela UNOPAR.