Houve um tempo em que consumir informação de veículos não tradicionais era algo impensável.  Isso tanto para produtos jornalísticos, como para conteúdos de marcas e empresas renomadas. No entanto, na era digital, essa realidade mudou. É cada vez mais comum buscarmos por informações à parte daquelas apresentadas como principais. A mídia alternativa ganhou espaço no cenário mundial e, a cada dia, passa a ter mais influência sobre as pessoas.

Seja por meio de blogs, sites, redes de relacionamento, entre outros, nota-se que existe uma grande parcela da população que vem produzindo e trocando informação de forma intensa no ambiente on-line.  O público está mais “empoderado” em todos os sentidos. Eles estão fiscalizando condutas, dando opiniões e se mobilizando cada vez mais.  Diante desse contexto, nota-se que eles têm exercido um importante papel no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos.

Jenkis, Green e Ford no livro “Cultura da Conexão” já diziam: “aquilo que não se propaga morre”. Talvez, essa seja a frase que melhor ilustra o cenário atual das empresas. Independente do setor de atuação, as organizações que não enxergam o público como potencial recurso de comunicação, tendem a ficar pra trás no mercado.  Hoje, mais do que nunca, os profissionais da área de marketing precisam saber utilizar todo conteúdo que é produzido pelo público em favor da marca em questão.  Quando existe um alinhamento e um equilíbrio entre o gosto do consumidor e os objetivos da empresa, o marketing tende a dar certo.

Se antes, a organização tomava suas próprias decisões à parte, sem levar em consideração as opiniões das pessoas, hoje ela precisa mudar.  O conceito de cocriação deve ser uma premissa das empresas. A inovação, nessa nova era, deve envolver colaboradores, fornecedores e clientes. O gestor precisa enxergar essas pessoas como multiplicadoras dos valores corporativos. Cada pessoa possui uma percepção diferente acerca de determinado produto/serviço. Por isso é tão importante conhecer o público-alvo e criar estratégias que agreguem valor em escalas diferentes.

A ideia da transmídia é outro ponto que merece atenção nessa era, pois ela permite a “contação de histórias” e o engajamento de forma diferenciada, uma vez que envolve diversas plataformas. Por englobar vários públicos, ela executa uma distribuição propagável e permite a troca de informação com muito mais interação.

As mídias alternativas surgiram para dar voz à população que muitas vezes não era ouvida pelos veículos tradicionais de comunicação. Hoje, elas atuam de forma muito mais participativa e conseguem mobilizar multidões. O grande desafio das empresas na atualidade consiste em dialogar com esses canais, explorando a diversidade e criando ações que possam caminhar em conjunto com as novas formas de comunicação que tem se estabelecido.
Entender, criar, comunicar e propagar! Essa deve ser a base de todo planejamento de marketing na era digital.

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Raiza Halfeld

Mineira de Juiz de Fora, movida a desafios. Gosta de aprender coisas novas e trocar experiências, pois enxerga a educação como um processo contínuo. É graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFJF, e atualmente cursa MBA em Marketing pela UNOPAR.