Trataremos aqui os desafios em gestão da comunicação em empresas de pequeno porte, com o cuidado em reconhecer a categoria destas inclusas no orçamento curto e estrutura operacional comprometida.

Com isso esclarecido podemos seguir sem que exista a sútil confusão sobre as diferentes formas de definir empresas por porte, contudo, o final do texto traz como uma referência a classificação dos portes de empresa conforme o SEBRAE estabelece usando como critério o ramo e o número de funcionários.

Neste ensejo, gerir a comunicação é algo que requer estudos constantes, competências e acima de tudo percepção de análise de contexto, até aqui nenhuma novidade. Logo, empresas de grande e médio porte contam com equipe que, pelo menos na teoria, fica encarregada por essa gestão. Ainda recorre ao aparato de determinados softwares como o Hubspot ou RD Station, que são indiscutivelmente aliados na presença online das empresas que buscam tratar seu marketing digital de forma profissional, o que facilita a coleta de informações para subsidiar o planejamento estratégico comunicacional de forma ampla.

Assim, a chamada comunicação integrada possui melhor fluidez conforme ilustra o quadro abaixo:

img

A realidade nas empresas de pequeno porte é um tanto diferente e a comunicação por vezes é negligenciada. E as razões são desde a falta de conhecimento dos proprietários da importância da comunicação para o sucesso das ações empresariais como um todo, até a fraca estrutura tanto de pessoal como de sistema como dito lá no início.

É interessante, contudo, ressaltar que mesmo com todo respaldo estrutural falhas na comunicação podem acontecer em empresas de qualquer porte, assim ele não é determinante, mas influencia em situações especificas.

Comumente prestadores de serviço se deparam com situações em que precisam, por exemplo, da marca da empresa em um arquivo aberto e recebem em JPG. E diante disso, podemos arriscar afirmar que por não existir um departamento de comunicação, pessoas da área operacional envolvidas em outras atividades que exigem delas um retorno imediato não se empenham em colaborar e não compreendem a importância disso.

Imaginemos uma secretária que precisa também desenvolver o trabalho de um auxiliar de marketing. A prioridade desta pessoa será garantir que as atividades que são atribuições do cargo para o qual foi contratada sejam executadas de maneira correta e as demais conforme conseguir e se conseguir.

Outra situação recorrente que pode ser abordada aqui como um desafio é a má qualidade do mailing das empresas de pequeno porte, isso quando estas têm um. Somando essas questões a não percepção da necessidade de investimento e direcionamento correto nas ações que envolvem a comunicação o resultado é uma sucessão de erros que afeta toda cadeia produtiva da empresa.

Como desenvolver uma ação direcionada?

Sistemas precisam ser alimentados por pessoas e o fator humano é o que irá ditar o bom desempenho das propostas de gestão da comunicação. Diante disso, o investimento em reconhecer as necessidades das pessoas que integram o quadro na empresa é fundamental e nesse processo;

Tem ainda a resistência ao novo que é algo inerente à condição humana, e o fato das empresas de pequeno porte em sua maioria não possuírem seus procedimentos estabelecidos de forma clara, afeta diretamente a gestão da comunicação. Portanto é necessário que seja feita:

  • Capacitação técnica e comportamental do pessoal do front Office & Back Office;
  • Investimento na qualidade da interação entre as diferentes partes da empresa;
  • Adaptação ao uso de software ou migração para um novo;
  • Esclarecimento sobre os motivos da necessidade do preenchimento correto dos campos no CRM “Customer Relationship Management”;
  • E reconhecer que às vezes é preciso delegar essa parte para que outra empresa possa assumir e cuidar de forma mais profissional e assim eficaz. Investir na gestão da comunicação é acreditar na sua empresa.

Informação prometida no começo do texto. Fonte: site do SEBRAE

O SEBRAE utiliza o critério por número de empregados do IBGE como critério de classificação do porte das empresas, para fins bancários, ações de tecnologia, exportação e outros.

Indústria:                                                          

Micro: com até 19 empregados

Pequena: de 20 a 99 empregados

Média: 100 a 499 empregados

Grande: mais de 500 empregados

Comércio e Serviços

Micro : até 9 empregados

Pequena: de 10 a 49 empregados

Média: de 50 a 99 empregados

Grande: mais de 100 empregados

banner clique
The following two tabs change content below.

Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.