Atualmente os celulares são aparelhos fantásticos capazes de responder a qualquer pergunta que você tenha curiosidade e de apresentar um universo de experiências a partir da sua tela. Esses bichinhos mágicos praticamente compilam de forma resumida todas as ferramentas que os computadores também têm para a nossa comodidade.

Quem utiliza o celular como ferramenta de trabalho ou como apoio comercial e de relacionamento com os stakeholders sabe que há diversos momentos em que uma chamada telefônica e trocas de mensagens imediatas salvam os negócios e promovem vários acordos importantes. Mas também sabe que há momentos em que o celular é utilizado como escape e fuga da realidade, e que por este motivo, é preciso um pouco de auto-disciplina para fazer o dia render apesar das atualizações que aparecem a todo momento na tela do celular.

É inegável que hoje os celulares ajudam muito nas atividades laborais, existe todo o universo das app que auxiliam no desenvolvimento da vida profissional, como para gestão de tempo, agendas partilhadas, listas de tarefas, videoconferências e comunicação com a equipa, partilha de ideias e de conteúdos criativos, entre muitas outras possibilidades para ter insights e alcançar os objetivos do dia de forma mais rápida.

Acontece que esse conjunto infinito de possibilidades pode facilitar a nossa vida, tanto quanto pode nos roubar tempo. Há momentos em que é preciso gerir prioridades e conciliar o tempo que se passa no celular com as outras tarefas que realmente trazem resultados para o cotidiano organizacional.

Ou seja, é preciso saber medir se o tempo que se passa no celular está a render frutos ou se é apenas esforço jogado fora. Seguem alguns exemplos:

– Utilizar as agendas e as listas de tarefas de forma prática e simples: quando você investe muito tempo em testar novas app e depois não as utiliza, ou em preencher de forma perfeccionista as listas de tarefas e depois esquece que conferi-las e partilhá-las, este é um tempo que foi gasto de forma não produtiva.

– Gerir as prioridades das tarefas: as pessoas mais organizadas a nível profissional sabem quais são as tarefas do dia que devem ser terminadas de forma prioritária e quanto tempo costumam demorar para realizá-las. Talvez você goste muito de fazer apresentações interativas ou de partilhar ideias criativas, mas que tal fazê-las somente após as tarefas principais do dia terem sido realizadas?

– Definir um tempo para utilização de entretenimento no celular: as redes sociais são uma ótima forma de entretenimento, mas também são um túnel sem fim de feeds que geram prazer imediato. É muito fácil perder-se neste universo, por isso o ideal seria definir pequenos intervalos de tempo dedicados a este fim durante a jornada de trabalho (quem sabe, na hora do lanche?) e pré-definir outros horários de relaxamento em que se pode conciliar esse uso.

– Para os momentos de concentração, mantenha o celular afastado: não há sucesso sem dedicação, então sempre que for preciso, concentre-se em uma tarefa de cada vez e dedique todo o seu tempo para desenvolvê-la da forma mais eficaz. Também vale retirar os avisos automáticos da tela principal, aqueles que não são importantes e que apenas retiram o nosso tempo de concentração.

Quando o seu trabalho não depender deste aparelho, faça o exercício desafiante de deixá-lo no modo silêncio ou com a internet desligada. Eu tenho esta prática há muitos anos, ao ponto de esquecer onde está o celular nos fins de semana. E quando alguém reclama, não deixo de responder: o celular serve para atender às minhas necessidades, ou seja, não serve para eu atender às necessidades dele.

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Renata de Freitas

É publicitária de Floripa, mas vive há quase 10 anos em Portugal, onde trabalha com Marketing Empresarial, fez PhD em Comunicação Estratégica e participa de grupos de investigação da área. É apaixonada por Branding, por assuntos criativos e por lugares inspiradores.