De acordo com estudos divulgados pela Unitfour, o número de empresas abertas em 2016 cresceu 20% se comparado ao ano de 2015. Apesar da crise, a pesquisa apontou que entre os segmentos de empreendedorismo analisados, o chamado EIRELI ( Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) e o MEI (Microempreendedor individual) foram os que mais se desenvolveram nesse período.

A promessa de ser dono do próprio negócio e de trabalhar com aquilo que gosta tem levado muitos brasileiros a investir na abertura de pequenas empresas. Se você for parar para pensar, só no seu grupo de amigos, quantas pessoas, nos últimos meses, decidiram profissionalizar aquilo que antes era considerado um hobby? Ou ainda, quantas decidiram gerir seu trabalho de forma autônoma?

Essa é uma realidade da maioria das pessoas que optam por ter uma qualidade de vida maior, trabalhando com aquilo que gosta.  Porém, é preciso ter cautela ao materializar o que foi projetado. A concorrência no mercado é grande e conseguir um lugar requer dedicação. Haja vista, por exemplo, a explosão dos food trucks que se deu nos últimos anos de forma absurda. A famosa “carrocinha de rua” ficou “gourmetizada” e hoje está espalhada por toda parte. O que, a princípio, era considerado algo diferente, por se tratar de um caminhão personalizado, com uma cozinha dentro, se tornou comum e virou um modismo.

De acordo com o dicionário Aurélio, inovar significa introduzir novidades, renovar, inventar, criar. Eis o grande desafio da atualidade! Muitas pessoas ao montar um negócio, acabam oferecendo os mesmos tipos de serviços e os mesmo produtos, com isso, muitas empresas acabam fechando antes mesmo de completar 1 mês de existência. Empolgados com a possibilidade de ter um negócio próprio, a pessoas esquecem de estudar o mercado e  acabam caindo na mesmice. De fato, a inovação não é algo simples, pois para que ela aconteça é necessário ter um olhar diferenciado.

Esse boom empreendedor que se deu no país nos últimos anos é altamente benéfico, porém é preciso diferenciar aquele empreendedor que decide investir por necessidade e subsistência e aquele empreendedor que empreende pela oportunidade, por enxergar naquele mercado a chance de lançar novos produtos/serviços de forma potencial. Disseminar uma cultura empreendedora não é tarefa fácil, pois envolve capacitação. Isso deve ser feito desde a educação básica a partir de ambientes de aprendizagem criativa e propícios para a inovação.

Mas, se você está pensando em abrir uma empresa, verifique antes  às tendências do mercado e busque fazer algo novo. O que você pretende oferecer de diferente? Por que seu produto/serviço será mais apreciado que o do concorrente? Você tem certeza que deseja investir e se dedicar ao negócio? São perguntas simples, mas que podem fazer toda a diferença e evitar que seu empreendimento se torne apenas mais um nas estatísticas.

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Raiza Halfeld

Mineira de Juiz de Fora, movida a desafios. Gosta de aprender coisas novas e trocar experiências, pois enxerga a educação como um processo contínuo. É graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFJF, e atualmente cursa MBA em Marketing pela UNOPAR.