Quando a gente passa por rupturas, é gerado uma cadeia de mudanças – unas grandes, outras nem tanto. Mas em todas elas, construído gerações de visões diferenciadas. Os movimentos da vida fazem isso: nos dão novas perspectivas.

São as pessoas. As pessoas rompem. Geram. Criam. Se movimentam. Mudam. E diante estes verbos, as marcas correm cada vez mais para a fusão sociocultural na dinâmica de valorização humanitária. Na valorização do outro. Tanto as empresas de vanguarda quanto as novas, que já nasceram neste contexto, precisam estar mais atentas para o novo consumidor. O cidadão empoderado, ativista e, praticamente, acionista da empresa. Este cidadão não aceita nada feito meia boca, pois hoje detém do poder. O poder das mídias, em propagar, dissipar, publicar, divulgar, compartilhar seu conhecimento, opinião, sugestão e reclamação. Assim, ele cobra mais. Valoriza mais – ou não.

A gente entende nesse fluxo, a troca. E, portanto, se não atentar para as de novas dinâmicas culturais, serão geradas as famosas “comunicações fakes”, distintas sem uma verdade corporativa, que não está no coração e natureza do negócio. Ao se relacionarem com as pessoas, as marcas percorrem um caminho que passa por diversos momentos: desde o conhecimento mais remoto até a experimentação e o desenvolvimento efetivamente de uma relação com a marca.

Entre o conhecimento e o uso de uma marca, existem diversas possibilidades de contato, os quais são chamados de pontos de experiência. Os pontos de experiência acontecem durante a jornada do consumidor com a marca – seja antes, durante a compra, durante o uso e no pós-compra. Ao longo desse processo, alguns pontos de experiência podem ser controlados por elas, mas muitos deles ainda estão sob o comando do consumidor e das suas redes de relacionamento. A comunicação boca a boca, que passou a ter enorme abrangência a partir do aumento à acessibilidade da Internet e do boom das redes sociais, é uma forma existente, eminente e de extrema importância na formação da imagem de uma marca e também da construção do relacionamento das pessoas com as marcas. O ponto alto da discussão, é que o posicionamento da marca não resulta somente do que ela faz e entrega, mas é resultado da relação que ela consegue construir com os seus consumidores, por meio das experiências vividas e compartilhadas.

Procure entender as etapas. 1. Qualitativa: exploração e observação das possíveis relações adotadas no futuro. 2. Os relacionamentos 3. O estudo teórico.

Vale lembrar este tópico: O chamado “Sistema de Produção de uma Marca” (Cultura e valor da compra, objetivos curto e longo prazo, mix de comunicação, visão do contexto do Ambiente, plano de lançamento, prefiguração dos outros dois sistemas) precisa imergir com o Sistema de Recepção (Atitudes e motivações, valores, sensibilidades socioculturais, práticas de consumo, concretização da marca, interpretação e percepção dos outros dois sistemas) e, claro, o Ambiente (Contexto social, cultural, político e económico, contexto de mercado, legislação, concorrência, alterações resultantes da interação dos outros dois sistemas). Os três, em conjunto, traduzem a importância que precisa ser gerada na construção de ideias humanitários. (Semprini (1992), p. 41, citado por Serra e Gonzalez, 1998).

Não há como fugir e nem deve! Romper em mudanças é importante e, na movimentação, os alicerces bem firmes, as teorias sólidas em estudos e pesquisa, podem sim projetar um futuro melhor. Um ótimo vídeo para complementar e concluir este raciocínio, com sólidos exemplos, é este: O Desafio do Marketing das Causas, produzido pelo Meio&Mensagem.

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa