Final de semestre e, como toda etapa que finda, é tempo de fazermos balanços e análises profundas sobre nossas escolhas no campo da educação e investimento na carreira. E estas só fazem sentido quando embasadas nos nossos valores pessoais e como o mercado tem recebido isso.

Você costuma ter pressa para concluir seus estudos? Tenho o hábito de falar com as pessoas que convivo sobre essa vontade estranha que possuímos para concluir as coisas e sem a pretensão de começar uma discussão filosófica, noto no campo dos estudos essa tal vontade ainda mais latente.

Cotidianamente me deparo com pessoas felizes batendo no peito e dizendo que terminou os estudos, seja uma graduação, pós, mestrado, doutorado. E nessa situação, o ato de chegar ao final é superestimado em detrimento do aprendizado, da vivência e também da aplicabilidade, bem como as boas relações que construímos ao longo desses processos.

Por essa razão, o intuito aqui não é realizar a prova de títulos, mas sim refletir sobre essa errônea gana por concluir.

Um bom motivo para isso é se consideramos estudos recentes da Manpower Group (2017), por exemplo, apontando para inutilidade em três anos de mais de um terço das aptidões consideradas pelo mercado hoje como sendo de suma importância.

Essas aptidões estão presentes nas grades curriculares de grande parte dos cursos que levamos anos para concluir. E diante disso, chamo a atenção então para o seguinte:

Precisamos desconstruir o mito da conclusão dos estudos, da chegada e de encontrar o prazer da vida apenas no grande final. É importante ainda, que consigamos encontrar uma forma de transferir esse prazer para o processo de aprender e isso é possível quando buscamos autoconhecimento e desenvolvemos diferentes formas de absorver o conhecimento.

A devolutiva social de forma real é outra aliada dessa realidade que bate a nossa porta, quando ensinamos o que aprendemos ou usamos nosso conhecimento para o bem comum estamos de fato realizando aquilo que nos propomos quando crianças sobre: fazer o mundo melhor!

E isso pode ser feito num curto, médio ou longo prazo, o importante é que seja feito.

As empresas e o mercado de modo geral, necessitam também perceberem e assumirem seus papeis em uma sociedade que precisa primar pelo aprendizado constante. O mercado é dinâmico e pasme, ele nunca foi estático, o que significa que apesar disso não ser uma novidade, com o advento da tecnologia, o nosso comportamento continua igual, mantemos vícios e apegos que já não cabem mais na sociedade atual.

É tempo de admitirmos: algo que aprendemos hoje pode ser facilmente superado amanhã e isso não deveria nos desmotivar ou assustar, pelo contrário, deve ser o motor que nos faz andar e buscar soluções sempre.

Por isso quanto mais investimento em pesquisa por parte das empresas, maior a chance de avançarmos com respostas rápidas.

E por fim, crie metodologias de aprendizagem e garanta sua carreira

Assim, tentar responder diariamente qual a melhor forma que aprende algo ou o melhor horário para assimilar determinado conteúdo e ainda estudando em grupo ou sozinho lendo ou escutando algo. Na dúvida tente todas, mas não pare nunca de estudar!

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.