Algo comum em empresas, principalmente quando se tem metas a serem batidas envolvidas, é a famosa separação departamental. Sabe aquele pensamento que passa pela cabeça dizendo assim: “Eu fiz a minha parte”? Ele é mais normal do que parece e acontece bem mais frequente do que se imagina. Isso acontece por dois motivos, o primeiro porque a pessoa não tem uma noção clara do todo, não consegue enxergar que o que faz é apenas uma parte do processo que irá entregar um serviço ou produto ao cliente. No segundo caso, é uma questão de falta de empatia, principalmente quando não se importa com o impacto que se causará na atividade do próximo colega no fluxo daquele processo.

Quando a questão é a falta de visão sistemática do processo, o profissional não tem noção do impacto, seja positivo ou negativo, que o seu trabalho pode causar em algum momento. Podemos por nessa conta a atenção à qualidade e aos prazos aplicados em uma determinada fase de um processo. Se tudo correr perfeitamente, não haverá atrasos e o cliente não só terá o que adquiriu dentro do prazo, como pode ser surpreendido com adiantamento da entrega. Porém, se o impacto neste caso for negativo, poderão haver atrasos e desperdícios de material por conta de retrabalhos. Agora, com a falta de empatia a situação fica um pouco mais grave. As causas para que isso aconteça podem ser frutos de uma má gestão de conflitos ou da falta de integração entre as diversas áreas da empresa.

Seja qual for a razão para que haja essa separação departamental, onde não importa o que será realizado no outro setor, ela deve ser identificada, analisada e ter uma ação tomada sobre ela. Vamos pensar nesta situação na prática, onde a área de vendas oferece um pacote de conteúdo para um cliente, sem consultar a área de planejamento, afinal eles possuem uma meta de vendas a ser batida. A área de planejamento, por sua vez, distribui os prazos de entrega deste material de acordo com o que foi fechado com o cliente, sem pensar no pessoal que trabalha para produzir o conteúdo, que acaba ficando sobrecarregado porque os prazos ficam encavalados por ser fim de linha. O resultado acaba sendo queda de qualidade, atrasos e muito estresse.

A separação departamental, ou cada departamento por si, é uma prática ruim e pode ser trabalhada através da integração entre as áreas e um plano de comunicação eficaz, que elimine os ruídos ao máximo para que se estabeleça um ambiente conectado e de colaboração entre as áreas da empresa. A quebra da separação departamental pode favorecer uma maior produtividade, com uma qualidade bacana nos produtos e serviços para o cliente, além de gerar um clima organizacional mais agradável, o que acaba sendo um passo importante para aliviar o estresse do dia a dia no trabalho. Em resumo, a integração departamental acaba sendo bom para a empresa, que tem sua produtividade aumentada, bom para o cliente, que passa a ter uma experiência mais satisfatória com os produtos e serviços, e bom para os funcionários, que trabalham em um ambiente mais agradável e com menos estresse do que o necessário.

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação. Focal Point de inovação na EMBRAER, coordenando atividades de captação de ideias e ministrando treinamentos de Inteligência Coletiva/Inovação Incremental e de introdução a ferramentas de captação de ideias, para fomentar a cultura de Inovação. Freelancer em comunicação e marketing na H2M Comunicação & Marketing. Acredita que a cultura da inovação abre portas, as quais podem mudar não só processos, produtos e serviços, mas principalmente a visão de mundo das pessoas!