O mundo ideal sem a cobrança. Sem o sistema. Sem erros. Sem Cansaço. Sem. Todos temos a “Síndrome de Aladdin”. Era uma vez um ser humano controverso: evoluído, mas perdido; que depois de tantos reinos, ainda busca o sentido de tudo.

Há um tempo atrás escrevi um texto em meu blog conversando sobre as antigas narrativas da Disney que, pasmem, são atuais e relacionadas ao que vivemos. Presente. Agora. Aqui quero trazer ao debate sob a perspectiva mercadológica e o viés comportamental das marcas. É curioso o poder que possuímos de influência mas, mais curioso ainda é perceber que estas influências podem ter vindo de desenhos animados. A Disney sabe trabalhar com isso não é de hoje, e eu fiquei espantado esses dias quando revi alguns desenhos.

“O idealismo tem elementos em comum com o preconceito, ou seja, sempre pensar no ideal. Mas na sociedade humana não deveria existir ‘o ideal’, pois todos nós somos diferentes e isso faz a evolução da sociedade ser maior. O ideal, então, é a mistura das diferenças”, segundo Rodrigo Silva Ferreira.” s.m. (1833 RevPhil 62).

A subjetividade na comunicação hoje tornou-se primordial. Com o advento da modernidade, as marcas procuram estimular os sentidos e eleva-los ao mundo das ideias, onde tudo pode acontecer.

Porque a proposta de venda não pode reduzir o pensamento do consumidor. Aliás, o comportamento deste está inteiramente relacionado à forma que ele usará, compartilhará e se beneficiará com o produto.

Assista o vídeo e analise comigo a música:

“Você gostaria de sair do palácio e conhecer o mundo? Confia em mim?”. Quanta coisa em uma única fala! Aladdin conduz seu posicionamento dizendo que Jasmine precisa conhecer um novo mundo e se desprender. Diz que irá ensina-la a ver! Irá desconstruir seu olhar. Modificar sua percepção, permitir seguir o coração e viver um sonho que muitos diriam utópico. E veja: ele argumenta tudo com sua visão de cima. Porque claro, nem tudo está de frente, à frente, de lado, ao lado. É preciso ver por outros ângulos. Eles moldam as nuvens como querem e conjecturam a imensidão de novas possibilidades que o céu infinito lhe traz – um relapso do inconsciente?

A confiança rege. Controla. Guia. Se você propor algo inusitado – como voar num tapete mágico – ao seu público e, mesmo sem ele entender, confiar em você, na sua marca e equipe, dará certo. Vocês viajarão até o mundo ideal. Mas como conquistar a confiança do cliente?

Viver de sacadas, cansa. Seguir os dez passos do sucesso muitas vezes é furada. Largar tudo e só trabalhar com o que gosta? Será mesmo?

Os prazeres são transitórios, não? Se você escolher viver do que é findável, poderá cair num eterno limbo vazio. Vem o passo de desfazer e moldar. Esse tanto de dificuldade que passamos traz o tempero da coisa. Ninguém disse que seria fácil. Nós projetamos nos desenhos o que queremos. Nos filmes e séries também funcionam assim. O universo ficcional é perceptível. Sempre iremos fazer isto. Nos cafés da vida, nas prosas com amigos, dentro da caixa formatada chamada “carreira”.

Até que ponto é sadio idealizar? – E fazer com que as pessoas idealizem junto com você. Conversar sobre influências, sentidos, o que é ideal, possível, e descobrir um mundo encantado dentro da gente pode despertar entusiasmo, criatividade, posicionamento empreendedor, liderança visionária, mas também, despertar o lado mau da força, digamos. Acordar o ódio, a fúria, angústia, alienação, ansiedade, depressão – já que é tão difícil alcançar a perfeição, uma vez que ela não existe. Percebe? Cuidado com os equívocos e exageros e não faça além de onde possa alcançar

Mas não deixe de sonhar.

Fiz mais perguntas à você do que respondi. Foi proposital. Porque você possui suas influências e construções. Pare. Pense. Reestruture suas estratégias. Por isso tudo, deixo que você conclua esta reflexão, de acordo com sua realidade.

E se quiser ler mais sobre outras narrativas da Disney (Cinderela, A Pequena Sereia, Tarzan, A Bela e a Fera), só clicar aqui. Meu segundo livro “A Construção do Olhar” está com o PDF de graça, aqui ó: http://bit.ly/aconstrucao

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. www.arthurbarbosa.com | @arthiebarbosa