As relações humanas estão cada vez mais se reconfigurando, devido não apenas a internet, mas também as tecnologias digitais que vão surgindo. Hoje, cada pessoa se torna protagonista nas mídias sociais. A possibilidade de cada um produzir seu próprio conteúdo, de opinar sobre os mais variados temas e de interagir com pessoas distintas, tem contribuído para uma sociedade mais ativa. Na era do multiprotagonismo todos almejam uma única coisa: serem ouvidos!

Diante desse contexto, nota-se também que o processo comunicacional nas organizações tem passado por transformações que causam impactos nos valores, na identidade e na cultura da empresa como um todo.  A possibilidade de trabalhar com vários suportes tecnológicos, por exemplo, faz com que as pessoas interajam mais, contribuindo, assim, para um processo de co-produção. Cria-se a partir daí uma espécie de “inteligência coletiva”. Dessa forma, é possível perceber que as relações dentro das organizações passam a ser menos hierárquicas e novas histórias passam a tecer o DNA corporativo.

Porém, muitos gestores ainda não conseguem aproveitar essas mudanças que vem ocorrendo e nem fazer delas um diferencial competitivo.  Nas empresas mais tradicionais, percebe-se que tal fato é ainda mais difícil.  Querem seguir o mesmo modelo, a mesma cultura, os mesmos valores que foram criados há décadas atrás e acabam não utilizando as potencialidades dos colaboradores da melhor forma.

A autora Karen Worcman, no livro “Memória de empresa: história e comunicação de mãos dadas, a construir o futuro das organizações”, ressalta que “a história de uma empresa não deve ser pensada apenas como resgate do passado, mas como marco referencial a partir do qual as pessoas redescobrem valores e experiências, reforçam vínculos presentes, criam empatia com a trajetória da organização”.  Ou seja, é necessário resinificar conceitos!

Uma organização não se faz apenas a partir da história de uma única pessoa, mas sim de várias. As narrativas vêm para favorecer a empatia, para valorizar as experiências de cada colaborador. As empresas que buscam escutar suas equipes, colocando-as em destaque e criando referências, conseguem despertar e reforçar a noção de pertencimento e os laços de confiança. Dessa forma, conseguem sempre construir, em conjunto, a memória da organização,  agregando novos significados e reforçando os antigos.

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Raiza Halfeld

Mineira de Juiz de Fora, movida a desafios. Gosta de aprender coisas novas e trocar experiências, pois enxerga a educação como um processo contínuo. É graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFJF, e atualmente cursa MBA em Marketing pela UNOPAR.