Nos dias de hoje buscamos cada vez mais pelo engajamento das equipes em relação à filosofia da empresa, estimulando o senso de propriedade nas pessoas, trabalhando com técnicas de team building, por exemplo, mas a questão é: está se olhando para as pessoas como indivíduos, a equipe que tanto se busca desenvolver no interesse e motivação das pessoas?

Eu acredito que o engajamento é uma jornada que a equipe tem que percorrer para alcançar o que a gestão deseja e necessita. E essa jornada do colaborador passa por fases de autoconhecimento dentro do que ele faz. No entanto essa jornada precisa de um combustível para ser percorrida e, esse combustível podemos chamar de reconhecimento.

O reconhecimento é essencial para motivar a equipe a continuar a trilhar o seu caminho, mostrando que a jornada vale a pena e que os tornam cada vez mais parte do organismo vivo que é a empresa e seus processos. As pessoas precisam e querem se sentir valorizadas e serem reconhecidas por superar desafios que ajudam não só a empresa a crescer, mas a elas próprias.

As pessoas possuem necessidades diferentes, o que não torna uma coisa lógica se reconhecer todos da mesma maneira sempre. O papel do líder é entender essas necessidades e motivações e trabalhá-las da melhor maneira para que sua equipe evolua.

Um colega pediu ajuda para outras pessoas em uma pesquisa que estava realizando, respondendo a apenas uma pergunta: “O que você espera da organização em que trabalha?”. Sem identificar cargos e empresas, as pessoas responderam e a maioria dizia Reconhecimento ou Desenvolvimento de Pessoas.

Como eu mencionei no início, o reconhecimento é o combustível que irá levar a equipe pela trilha até o engajamento e, desenvolver pessoas não deixa de ser uma forma de reconhecer o esforço de alguém. Vivemos em um cenário em que as pessoas não querem apenas o dinheiro como forma de reconhecimento, elas também querem outras coisas. Um pai ou uma mãe que não tem tanto tempo em casa por causa do trabalho, por exemplo, ficará muito mais motivado em conquistar uma folga extra do que um bônus.

Não que um aumento salarial não esteja mais fazendo olhinhos brilharem, afinal, todos temos contas para pagar no fim do mês, mas conseguir ter mais liberdade em tomadas de decisão em suas atividades profissionais ou encarar novos desafios que tirem alguém do estado cômodo deixado pela rotina, tem atraindo cada vez mais a ambição de profissionais de todas as áreas. E não precisa de uma pesquisa para comprovar isso, basta conversar com um amigo ou um parente e é possível perceber essa realidade.

Uma equipe cresce quando é alimentada com reconhecimento, tanto vertical quanto lateralmente, afinal, um colega reconhecer que você traz um diferencial à equipe é muito gratificante também.

E você, tem conduzido sua equipe na jornada do engajamento reconhecendo seus esforços pelo caminho?

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação, com uma passagem de 17 anos pela EMBRAER, onde atuei na edição de Publicações Técnicas e como focal point de inovação. Estruturei e estive a frente de um programa voltado a conectar pessoas, ajustar processos, melhorar a comunicação e aplicar uma gestão colaborativa e inovadora de equipes, ajudando a desenvolver o potencial humano, através do engajamento e da capacitação. Em paralelo, como freelancer, produzi textos para a revista Villaggio Panamby e para o site infoescola.com. Fundei a Inovadoramente Consultoria para oferecer serviços em gestão de equipes e comunicação. Também sou conteudista no Ideia de Marketing e na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, além de professor de Pós-Graduação na ESPM, dentro do Centro de Inovação e Criatividade.