Começo com essa frase:

“Um negócio que não produz nada além de dinheiro é um negócio pobre.” (Henry Ford)

Henry Ford é um norte-americano conhecido por sua trajetória brilhante no mercado automobilístico. Se você procurar saber um pouco mais sobre ele notará lições claras de persistência, positivismo, inteligência empresarial e coragem.

E até onde sei, Ford nasceu em uma família simples. “Ah, Sabrina, ele nasceu em outra época e foi sorte, alguns têm outros não.” Um pouco de sorte é verdade, mas não podemos negar que muita coisa acontece quando a dedicação e o trabalho duro se encontram com a sorte.

O que quero falar hoje não é sobre a mente brilhante de Henry Ford, sobre isso você encontrará vídeos e textos aos montes na internet.

Quero te fazer trazer para a sua vida as lições de gestão empresarial que ele deixou, na minha perspectiva.

A IMPORTÂNCIA DAS FINANÇAS NO MARKETING

Não precisa mentir para mim, nós sabemos bem que se você chegou até aqui e é da área de humanas provavelmente odeia matemática, cálculos, porcentagens, médias… ui até me dói a cabeça.

Mas as finanças aplicadas a gestão ( Nome bonitão em?!) são essências para o sucesso de um negócio e até para o sucesso pessoal.

As empresas andam a procura de pessoas “multiusos” por assim dizer. Não confunda com faz tudo, ok?!

O que quero dizer é aqui é que as chances de você ser um bom gestor e elevar os níveis de produtividade da sua equipe ou da sua empresa se você possuir conhecimentos técnicos da parte financeira, aumentam significantemente. ( E a chance de uma evolução na carreira também!).

Aliás, conhecimento técnico não faltou a Henry Ford. Ele começou cedo na fazenda da família a mexer na parte de manutenção das máquinas e demonstrava interesse em fazer com que elas produzissem mais rápido e melhor. E ainda adolescente já tinha fama de reparador de relógios.

Reconheço alguém curioso e inquieto nessa história!

ERRAR RÁPIDO, APRENDER MAIS RÁPIDO AINDA

Em muitos países como Portugal e Brasil uma empresa que chega ao ponto de falência é considerada um caso  de insucesso na maioria das vezes. É uma mentalidade e uma cultura já implantada.  Mas em países como o EUA um suposto “fracasso” significa: TENTE OUTRA VEZ!

O mundo do empreendedorismo é dinâmico e não há receita de bolo nem pra massa, nem pro recheio e muito menos pra cobertura.

Errar não é sinônimo de fracasso, repita isso e sonhe de novo. Ford tentou várias vezes e inclusive teve uma empresa fechada por desencontro de ideias entre os administradores sobre qual modelo de carro lançar.

O resultado foi a criação do famoso MODELO T de automóvel que vendou cerca de 15.000.000 de unidades, revolucionou o mercado automobilístico e a forma como os usuários passaram a ver o objeto carro.

Imagina se ele tivesse desistido porque a primeira ideia não rolou ou fracassou? Você tem um projeto “maluco” de tira-tampa de cerveja automático pelo avesso? Tem fundamentos técnicos e acredita no que está fazendo? Tente até casar. Ford tem cerca de 160 patentes de produtos.

FUNCIONÁRIO FELIZ, PRODUÇÃO DE QUALIDADE

Entramos aqui em uma zona de “conflitos”, não é verdade? Ser gestor é uma tarefa que conjuga habilidade técnicas e habilidades humanas. Gerir pessoas ou negócios não é nada fácil.

Henry Ford aumentou os salários dos seus funcionários e propôs uma diminuição na carga de trabalho na época da criação do Modelo T.

Como assim Sabrina? Ele lança um produto inovador, o mercado fica enlouquecido, todo mundo quer, o preço do produto era super acessível e ainda consegue beneficiar os funcionários?

Pois é, não é à toa que a administração, o marketing, a engenharia e por aí vai, falam tanto desse cara!

Vamos pela lógica. Funcionário feliz trabalha melhor, quando ele trabalha melhor o rendimento e a qualidade da produção, seja ela manual ou intelectual, vai na mesma direção.

Funcionário que recebe bem se sente satisfeito (não vamos entrar aqui no quesito salário merecer ou não merecer ok?!). Mais tempo, mais dinheiro e até participação nos lucros.

Na época, Ford propôs 5 dias de trabalho, 8 horas diárias e um valor da hora de trabalho acima da média na época (te parece familiar alguma coisa?). Sua rotatividade de funcionários diminui com isso tudo. A cada 98 minutos um automóvel modelo T era produzido.

O que alguns estudos chamam de Capitalismo de bem-estar social.

Resultado: Faturação astronômica e um legado no mercado automobilístico.

CLIENTE NÃO TEM SEMPRE RAZÃO

Só preciso de uma frase para que você me entenda: “Se tivesse feito o que meus clientes pediam teria construído uma carruagem com mais cavalos ao invés do modelo T.”  Henry Ford

Henry Ford se manteve na liderança por muito tempo? Definitivamente não. Gestores e empresas sabem que se manter no topo é muito mais complicado do que chegar lá. Assim como outras empresas, como a Kodak, que inclusive já falamos sobre ela por aqui.

As concorrentes da época arrancaram na frente apostando em outros Ps do marketing. Ford se recusou a oferecer formas de crédito e parcelamento e não quis mexer na sua obra prima, adicionando novas características ao famoso modelo T.

Isso retirou da marca Ford e do nome de Henry o legado do mercado automobilístico? Definitivamente também não, mas poderia ter se mantido no topo por mais tempo não é verdade?

Volto a dizer, gestão empresarial não tem receita e nem medida exata. Tem dedicação, muito trabalho duro, brilho nos olhos, foco, metas, contas bem feitas e aprendizado diário.

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Sabrina Kelly

Mineira de Belo Horizonte, publicitária em formação, apaixonada por viagens e fotografia. É técnica em Sistemas da Informação pelo Colégio e Faculdade Cotemig e fez um intercâmbio em Jornalismo na Universidade de Coimbra, Portugal. Escreve para a Obvious Maganize, produz conteúdo para e-commerce e é criadora da Loja Virtual Feitio.