Recentemente, o estudo Agency Scope, que ouviu profissionais das agências de comunicação e anunciantes do Brasil, publicou a relação dos 10 publicitários mais admirados pelo mercado. Nomes como Nizan Guanaes, Eco Moliterno e Washington Olivetto figuram, há tempos, no rol dos mais prestigiados.

A admiração aos mitos da comunicação deve servir de inspiração e pano de fundo para as jornadas pessoais dos estudantes, recém-formados e já veteranos da comunicação, em busca de consolidação profissional e um caminho de carreira. A eles, é essencial entender que o novo momento do mercado já está ficando para trás e a adaptação ao futuro já virou presente.

Em minhas aulas e palestras em faculdades de comunicação, interajo com estudantes e vejo alunos cada vez mais agoniados tentando uma colocação que os permita se desenvolver na carreira, dentro de uma agência, em um veículo ou no marketing e comunicação de uma empresa. Paralelamente, recebo diversos currículos e portfólios por semana, de pessoas interessadas em trabalhar na agência.

Nesse mar de ofertas, certamente as mais ousadas, diferentes, provocativas e inovativas acabam abrindo portas com mais facilidade. O comportamento e a postura desses aspirantes têm tido mais valor que uma técnica muito apurada. E faz sentido. Se temos uma postura adequada e um comportamento altamente performático, aprendemos algumas técnicas com mais facilidade. Logo, esse requisito pode ser avaliado secundariamente.

Porém, o que percebo, é que itens como proatividade e atitude estão em queda livre na postura de vários profissionais, em formação ou do próprio mercado, que vestem a camisa da superficialidade, muitas vezes confundida com agilidade. Falta de foco e concentração já categorizam os maiores desafios para colocação das gerações atuais.

Lembro que, em minha época de faculdade, quando estava na busca de um estágio, assim que iniciei o curso de comunicação, resolvi me comunicar (básico, não é?). Criei um blog e entendi que aquela ferramenta seria minha vitrine, com outros projetos. Exercitei a construção de uma rede de relacionamentos e me aproximei de pessoas que poderiam me ajudar a conquistar meus objetivos. Deixando a vergonha e o medo do desconhecido de lado, sempre ia além. Curiosidade e exploração eram e são características que sempre me permitiram criar algumas habilidades extras. Horas intermináveis de trabalhos voluntários (não sociais, mas voluntários) também ajudaram a criar minha própria vitrine.

Hoje, o que vemos, são perfis diferentes, com engajamento por alguma causa bem aquém do ideal. O digital nunca substituirá o pessoal (será, mesmo?), e é nosso desafio saber usá-lo de olho no futuro, como ferramenta de aproximação. Na contramão da globalização digital, devemos entender cada vez mais de pessoas, seus hábitos e comportamentos. Toda inteligência das empresas está voltada para encontrar os assertivos atalhos para provocar as melhores experiências e engajar seus clientes no clímax de sua relação com a marca.

No disputado mercado de trabalho, o patinho feito, que foge do comum, é o que se destaca. O conceito 3.0 não deve valer só para as empresas ou para uma web com conteúdos cada vez mais personalizados e adaptados ao gosto de um público específico. Deve ser incorporado pelos profissionais, que têm que se comportar como 3.0, isto é, saber jogar a partir das novas regras e, em um mar de possibilidades, ser pinçado porque disse a coisa certa, para a pessoa certa, no momento certo, de forma impactante, com ou sem frequência.

O grande mal é que as pessoas têm parado de produzir independente de um trabalho, tornando pobres suas vitrines e realizações, mesmo na era do open source e das informações acessíveis para qualquer um, com o adendo da facilidade de aprendizado das novas tecnologias. O movimento é contrário!

Oportunidades existem e estão por aí! Invente. Inove. Exponha. Crie. Compartilhe. Interaja. Tenha foco e concentração no seu objetivo. Se estiver faltando um, estabeleça-o. Sonhar é necessário, mas agir é fundamental.

Inspire-se na lista completa dos publicitários mais admirados do Brasil, aqui:

http://bit.ly/PublicitáriosMaisAdmiradosBRA2017.

Mais do que segui-los somente, ative sua melhor versão 3.0, investigue suas histórias e cases e tenha como referência alguns dos nomes que também me inspiram.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)