Como sempre falamos aqui no Ideia, as marcas têm o seu papel social. E ser autêntico, nesse contexto, faz toda a diferença na hora de criar uma marca que realmente toca as pessoas.

Com acontecimentos marcantes e importantes para a sociedade, como a questão política, por exemplo, muitas marcas escolhem se posicionar e reforçar seus valores diante do seu público. Foi o que aconteceu durante as eleições nos EUA, que resultou com a posse de Trump.

Conheça algumas marcas que reagiram a favor e contra os ideais do político:

Microsoft e Amazon

As empresas de tecnologia de Seattle, junto com a terceira Expedia – menos conhecida no Brasil- compraram a briga contra a decisão de barrar imigrantes nos EUA. Todas elas têm claro interesse econômico e tentam proteger seus funcionários, muitos não americanos.

Para isso, não hesitaram em apoiar a ação para derrubar o decreto migratório.

New Balance

A New Balance, em oposição, apoiou publicamente o governo Trump com uma declaração do vice-presidente de relações públicas da empresa, que falou que a gestão Obama não deu ouvidos à marca.

Como eles atuam em cinco fábricas na região da Nova Inglaterra, nos EUA, são contrários à parceria Trans-Pacífico – acordo com países da América Latina e Ásia – e quer concentrar a produção dentro do seu território.

A declaração decepcionou muitos fãs, que desabafaram nas redes sociais e até fizeram vídeos queimando seus pares de New Balance:

New-Balance-Trump

Starbucks

Mais do que declarações, a Starbucks agiu em cima do seu incômodo e chamou a atenção por anunciar que contrataria 10 mil refugiados nos próximos 5 anos – em toda a rede. Essa medida também foi uma resposta em relação ao decreto migratório – que mais tem causado indignação.

Entre o seu público, muitos apoiaram a iniciativa e outros tantos estão boicotando a marca, que parece estar bem segura com sua decisão.

Outras marcas como Google e Airbnb também estão preocupadas com a mesma questão e já se pronunciaram. O Google por meio de seu co-fundador e refugiado, Sergey Brin, e a Airbnb em uma campanha que foi ao ar durante o Superbowl.

É sempre delicado escolher um lado, mas o momento exige essa reflexão das marcas, já que as pessoas também esperam que toda a visibilidade e influência sejam utilizadas a favor de uma causa.

Seja por marketing ou não, é urgente o pedido para que as marcas mostrem seu real propósito. A tendência é que os seguidores, cada vez mais, cobrem as empresas que estão em cima do muro. Por isso, esse é o momento de repensar em personalidade de marca, valores e bandeira a ser defendida, seja ela qual for. Não dá mais para fingir que “não é com você”.

E o seu lado, qual é?

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Redação

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