Está sempre olhando o que o concorrente faz e fica “P” da vida de não ter tido a ideia primeiro, tem medo de encarar o novo e não se abre para territórios inexplorados, se esconde atrás dos números para justificar morosidades e retrocessos e não consegue estabelecer um diálogo cadenciado com seus colaboradores.

Empresas indo em direção contrária à evolução têm essas características em sua atmosfera mercadológica. São pontos em comum que atingem organizações de todos os portes, mais aplicável a empresas maiores que não estão conseguindo se desenvolver porque estão paradas no tempo e passando longe de acompanhar a velocidade do mercado.

A elas, falta estratégia, em sua maioria orientada por marketing, que não é concebido e tratado corretamente na atmosfera organizacional, tornando-se uma arma destruidora contra a própria empresa, de forma indireta e inconsciente.

Entenda.

De uma vez por todas, marketing não é comunicação!

E essa ideia concebida por alguns gestores provoca outros prejuízos, em efeito cascata. Pra começar, e se inspirando a partir das concepções de Kotler, marketing deve ser visto como uma mentalidade estratégica, que olha para as necessidades do mercado, mantendo constante relacionamento, para identificar as melhores oportunidades a partir das necessidades e demandas das pessoas.

E isso não deve ser tratado pelo primo do filho, ou um parente do dono que cuida do site (nada contra nenhum profissional). Mas deve ser liderado com visão, entendimento e estratégia, tornando esse hábito uma atividade completamente contributiva com os rumos do negócio.

Porém, tem se tornado frequente que departamentos de marketing tenham sua entrega confundida com comunicação, que acaba sendo desenvolvida sem estratégia e o resultado é dinheiro no lixo.

Não adianta ter departamento e querer mandar! Pior ainda é cobrar post!

Ao montar um departamento de marketing ou aplicar a mentalidade estratégica, no caso de empresas menores, é preciso conhecer o que de fato é necessário, no tocante profissionais e perfis, e dar condições de trabalho a ele, ou conduzir as estratégias de forma coerente, com análises aproximadas da realidade do mercado de atuação e embasamentos.

Quando há a estruturação de um núcleo tangível na empresa, sua matéria prima deve ser autonomia, para conduzir as atividades de estudo do mercado, dos produtos e das melhores soluções para seu público, a partir das melhores estratégias e ofertas para só então comunicar e se relacionar com os clientes, estabelecendo uma rotina e reciclando o relacionamento de forma planejada e organizada, com sentido e embasamento.

Diferente disso, vejo inúmeros departamentos que se resumem a profissionais com conhecimento de comunicação aplicando tarefas diárias de postagem nas redes sociais ou desenvolvimento de panfletos ao invés de exercer o papel do marketing.

E isso não é culpa deles, mas sim do desalinhamento na expectativa que um gestor deposita ao criar um departamento de marketing sem o conhecimento da causa. Esse desalinhamento se reflete em um abismo na transparência da relação dos departamentos, onde um espera algo, outro espera o contrário e ambos saem insatisfeitos, provocando prejuízo ao negócio, que é quem sai perdendo.

A concepção de marketing deve ser aplicada na avaliação das movimentações de mercado, estudos e tomadas de decisões com fundamento e estratégia, visando a evolução de algo. Comunicação tem que ser consequência de alguma estratégia planejada e orientada.

O contrário disso é sinônimo de risco à saúde corporativa. Marketing mal trabalhado ou mal estruturado pode causar efeito reverso, e potencializar a “involução” de um negócio.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)