No início deste mês, apresentamos o release do evento imersivo sobre comportamento, cultura, identidade e expressão das marcas, que acontecerá dia 11 de fevereiro no Rio de Janeiro. Se você ainda não conhece, dê uma olhada:

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Mas do que se trata a imersão dentro de uma marca? Como atingir de forma acessível e equilibrada uma boa gestão artística e empreendedora numa empresa – seja de porte pequeno ou grande?

Um breve exercício: faça uma lista aí de cinco pontos positivos e cinco negativos que aconteceram na sua empresa no ano que passou. Agora, tente responder as perguntas: “como a audiência/público/clientes veem minha marca?”, “Quais os feedbacks?”, “Estou satisfeito com minhas produções?”, “Estou sendo coerente nas propostas para equipe e parceiros?”.

E o que você acha que a cultura tem a ver com sua empresa? Como ela pode afetar ou agregar no seu cenário de atuação?

A palavra “inovar” significa a restauração de algo. E ainda, sua renovação (tem uma diferença aí).

Felipe Machado, especialista em psicologia analítica e antropologia cultural, que estará conosco conversando sobre os arquétipos, explica: Para entender a importância da compreensão dos comportamentos humanos no consumo é preciso voltar um pouco na história da cultura de consumo. Antigamente era fácil oferecer um produto, havia pouca concorrência e o sistema de consumo poderia ser considerado linear e estático. Mas, nas últimas décadas, a complexidade, hibridismo e fluidez do cenário contemporâneo fez com que a compreensão dos comportamentos dos usuários (clientes, consumidores) direcionasse o rumo da inovação em novos produtos e serviços; facilitando a comunicação, distribuição, valoração… Obviamente você, hoje, pode lançar ou comunicar um produto/serviço sem necessidade de entender os comportamentos. Mas, se compreendê-los antes a garantia de sucesso pode ser mais eficiente e eficaz.”

Outra porção que é válida pontuar é a importância do poder político inserido no consumo atual. Felipe dá o exemplo do veganismo: “’Eu não consumo essa marca por isso’, ‘eu uso essa marca porque ela pensa no ambiente, pensa nos animais etc’. Embora tudo isso ainda envolva uma construção de identidade, o que vem mudando são os alicerces que embasam tal construção. Sai um consumo ostentação, para um consumo politizado, mais ético (mas ainda tem muito chão pela frente). 

Por isso, vira e mexe estamos buscando o sentido dos fracassos e relembrando os acertos a fim de concretizarmos com mais sucesso nosso potencial empreendedor. É clichê, mas faz parte do beabá. Este exercício auto analítico precisa ser constante na premissa de sempre buscarmos nosso melhor. Quando pensamos em restaurar, podemos pensar também em ressignificar algo: a maneira de reconstruirmos nosso modo de ser e ver as coisas. Imagine se conseguíssemos expor estes conceitos em nosso trabalho. Certamente trariam resultados inusitados e diferentes; um alcance novo e revigorante para continuar na nossa caminhada, não é?

“O significado de todo acontecimento depende do filtro pelo qual o vemos. Quando mudamos o filtro, mudamos o significado do acontecimento, e a isso se chama ressignificar, ou seja, modificar o filtro pelo qual uma pessoa percebe os acontecimentos a fim de alterar o significado desse acontecimento. Quando o significado se modifica, as respostas e comportamentos da pessoa também se modificam.”

A dica, embora simples, permanece: buscar a criação dentro de nós e refleti-la em nossa rotina laboral. É este o desejo que estamos sempre correndo no início deste ano (as resoluções que projetamos). Para quem é amante da astrologia, 2017 está sendo regido por Saturno, o astro das transições positivas – mas ele implica em se posicionar e ir atrás. E se você não é dessa vibe, sempre vale repensar em como podemos nos reestruturar e mudar.

“É preciso observar os hábitos e traduzir as atitudes em forma de pensar. Desconstruir é observar as sutilezas não compreendidas. Sua história social pode formar novas ideias e opiniões. Pode inovar. E ir contra os padrões intensificados pela mídia.” – diz a Antropóloga Carolina Feitoza que também estará conosco no evento. Segundo ela, não adianta somente vender algo bonito. O consumidor precisa se identificar e confiar – seja em qual área for. E então completa: “Pois nem sempre o que o consumidor declara/expressa reflete exatamente a sua forma de pensar.”

Uma coisa puxa a outra: a identidade da marca alinha com a estrutura de planejamento criativo que demanda suporte financeiro.

Mergulhar em mudanças pode ser um tanto assustador – às vezes nos confundimos nas ondas, perdemos a força ao nadar e afogamos em meio à crise, desvalorização de mercado, medos, inseguranças financeiras e criativas. Por isso, entendemos a importância de sempre reavaliarmos nosso posicionamento para não naufragarmos por aí. Esta é a proposta do evento “Estratégias Inovadoras para Marcas”. Os profissionais envolvidos trarão meios, jeitos, formas de clarear suas ideias. E, quem sabe, te ajudar a impulsionar seus negócios.

Lembre-se dos verbos: inovar, restaurar, renovar, ressignificar e imergir.

Você possui alguma dúvida ou experiência na área? Conta pra gente. Faça sua inscrição no evento! Quem sabe nos vemos no Rio dia 11 de fevereiro e proseamos mais sobre tudo isso. Até lá!

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa