A origem dos sete pecados capitais é muito discutida e contestada, pois uns acreditam que eles fazem parte dos dogmas do catolicismo e outros afirmam que essa constatação acerca dos vícios mais comuns do comportamento humano foi posta antes de Cristo.

Relatar o contexto histórico não será primordial para abordamos o assunto, ainda assim é importante saber que existem diferentes pontos de vista neste sentido, mas a divergência acaba quando notamos que temos traços dos sete pecados, embora em determinadas pessoas uns sejam mais atenuados do que em outras, e com os profissionais da área de comunicação eles costumam ser recorrentes.

Vamos entender os motivos por meio da análise destes pecados

Vaidade ou soberba

Quem nunca sentiu aquela emoção de bater no peito e dizer: Eu sou um profissional e não posso fazer esse tipo de serviço. Desconhece a soberba. Não é difícil encontramos profissionais da comunicação bradando por aí a quantidade de cursos que realizou e ostentando sua capacidade criativa entre outras acima da média.

Acreditar que faz um trabalho bem feito e possui qualificações para tal é saudável, o perigo mora quando o excesso de autoconfiança cega as pessoas que passam a enxergar apenas o seu trabalho como o bom ou o certo.

Recentemente saiu um estudo que alerta as pessoas para tomarem cuidado com a autoconfiança em demasia, pois ela pode atrapalhar sua carreira. Para saber mais sobre o assunto sugiro que pesquise sobre: Efeito Dunning- Kruger.

Luxuria

Este pecado é para o senso comum uma relação direta apenas com termos de conotação sexual, mas precisamos compreender que ele vai muito além.   De modo puro e simples a luxúria pode ser explicada como o desejo passional e egoísta por todo o prazer corporal e material e, por isso, as premiações tão comuns na área de comunicação ilustram bem cenas de profissionais com este comportamento.

Ele muito se aproxima da vaidade discutida acima!

Quantas vezes você ou seu colega não tiveram uma “embriaguez de sucesso” por terem recebido reconhecimento ou por buscar estar sempre entre os destaques? Ocorre que quando o prazer do trabalho objetiva apenas reconhecimento, o profissional pode facilmente estar à beira da deturpação do real, significado das suas atividades. É necessário atenção constante para não cairmos nestas armadilhas.

Avareza

Por vezes presencio situações que me fazem pensar que o meu dinheiro e o meu tempo tem menos valor que o das demais pessoas. Já teve essa sensação? Provavelmente sim.

Acontece mais ou menos assim: Alguém solicita um orçamento ou nos faz uma proposta de emprego, quando contestamos os valores de pagamento, recebemos uma resposta negativa imediata e ainda tentamos negociar, afinal o mercado não nos permite perder clientes ou emprego. E nessa hora, quanto mais cedemos mais somos explorados!

É o chefe que sempre atrasa o salário e justifica a crise, ou quer pagar a hora extra com pizza e tem ainda o cliente folgado que tudo pra ele é sinônimo de contrapartida.

O pecado é explicado pela postura de acumular riquezas e sempre achar que tudo que possui é pouco. Não seja esse tipo de pessoa e aprenda a fazer o mercado girar, o dinheiro precisa circular para a economia crescer.

Inveja

Esse pecado é corrosivo e triste. Muitas são as conversas de corredor questionando o mérito de alguém que consegue uma conta nova para agência, ou ainda afirmando que determinado job não foi aprovado, pois fulano sente inveja.

Cuidado! Toda atenção é pouca nestes casos. Primeiro pare com essa afirmação que as pessoas sentem inveja de você e foque no seu trabalho, essa energia ruim atrai esse tipo de comportamento.

E não falo nada cósmico aqui. Mas quando nossa atenção está voltada para os motivos pelo qual as pessoas conseguem ou não algo, significa que nosso direcionamento está em situações que não temos domínio.

Lembra-se da estratégia do oceano azul? Então paute sua carreira nela.

Ira

Quebra o computador, pois não salvou o arquivo, quebra o telefone e grita por todos os corredores quando algum profissional não respeita o deadline, trata mal o estagiário que não entende um termo técnico, pois não aprendeu na faculdade e para você é tão obvio que nem se deu o trabalho de explicar. As situações são constantes, e a atenção precisa ser para que não façamos transferência de culpa na hora que sentimos raiva. Quando o foco é na solução somos tomados por um sentimento de ação e não de ira.

Se houve identificação com ao menos um caso citado no texto nesta semana, reveja sua postura!

Gula

Primeiro indício que você já cometeu o pecado é ter aceitado um pagamento em pizza ou qualquer outro tipo de comidinha!  Brincadeiras a parte, é comum que estejamos tão envolvidos em nossos projetos que quando nos deparamos, o hábito de comer se torna um prazer visceral, visto que vamos abdicando de vários outros para conseguir atender as demandas do trabalho.

Buscamos sempre o resultado pautado no imediatismo e isso se transforma em uma fome que nunca é saciada, uma ansiedade que gera fome, e passamos a associar tudo à comida.

Cuidado para não misturar suas emoções à falta de equilíbrio no trabalho, faz mal a saúde e as suas relações como um todo!

Preguiça

Amanhã eu faço. Hoje é sexta, semana que vem resolvo! Preciso entregar só daqui três dias, não preciso me inteirar do briefing agora! Estou sem inspiração.

Essas frases soaram comuns na sua cabeça? Se estiver proferindo com alguma constância, é bom ficar atento. A preguiça é essa mania que temos de postergar as coisas, depois colhemos os resultados não desejados, o criativo não precisa de tempo ocioso ele precisa de procedimento e processo bem desenhado para desenvolver um bom trabalho. Transforme sua hora em duas, pratique realizar suas demandas com o prazo folgado. Ao invés de sermos taxados como folgados.

Fica a reflexão e até o próximo texto.

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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