Início de ano e aquela vontade de mudar costuma ser latente, com ela carregamos uma infinita dose de achismo, frustrações e planos.

No último texto abordei o assunto referente às mazelas da prestação de serviço na área de comunicação quando os valores acordados pelos trabalhos não ficam claros, a discussão ainda foi costurada considerando o comportamento humano e o mercado de trabalho como um todo.

E por isso prometi que aqui falaríamos desde transformações no mercado, empregabilidade até as aspirações da sociedade do século XXI.

As transformações do mercado

São inúmeros os motivos responsáveis por termos atualmente um mercado cada vez mais exigente, numa análise rápida é possível perceber alguns principais como: tecnologia, as crises econômicas e ainda os anseios humanos.

Não precisa ser um especialista no assunto para saber que trabalhar no século XXI não requer as mesmas habilidades de uma pessoa no século passado, visto que boa parte do serviço braçal está sendo extinta.

Um exemplo claro desta tendência é a Foxconn, responsável por produzir aparelhos para Apple na China que anunciou este ano a troca da mão de obra humana por robôs em breve, apresentando um plano coerente composto por três etapas.

E neste cenário há quem ainda não tenha entendido como deve se comportar para conseguir manter seu lugar ao sol.

Assim, conceber a ideia de redução de espaço, de estoque o famoso Just in time é fundamental para compreender que o caminho da otimização de recursos e assertividade na produção reflete no modo como devemos perceber as demandas do mercado.

Vamos falar sobre empregabilidade!

Você sabe o que é? Ou vai me responder como o famoso Zeca: “nunca vi nem comi eu só ouço falar” na sua música que indaga o que é caviar?

Tentar descobrir o significado de empregabilidade de forma rápida se munindo apenas da etimologia é praticamente um pecado. A compreensão exige prática e exemplos, vamos a eles:

É impossível manter uma pessoa em tempo integral numa determinada empresa quando a necessidade da realização do seu trabalho é sazonal, pois os custos são altos e o retorno não compensa.

E diante disso, o profissional precisa entender o seguinte: Você pode ser especialista em algo e trabalhar em diferentes empresas prestando serviço sendo referência no que faz. Ou pode ser um colaborador que está pronto para aprender sempre e desenvolver diferentes projetos em diferentes funções na mesma empresa.

Precisa entender e aceitar ainda que um dia estará liderando no outro será o liderado, seu lugar de trabalho (físico) é indeterminado e suas manias precisam ser esquecidas.

Ninguém se importa com elas!

Ter empregabilidade é algo mais ou menos assim: Ser um publicitário de formação que consegue gerenciar um restaurante ou trabalhar num projeto arquitetônico, usando todo aprendizado adquirido na vida e a inteligência comportamental para trabalhar em equipe. Sem apego, mas com dedicação, não ao que imagina que o diploma te tornou, mas colocando na prática todos os valores que a vida tenta te ensinar DIARIAMENTE.

Logo, empregabilidade significa conseguir entregar o seu melhor independente do trabalho que esteja envolvido e perceber que tudo é aprendizado e este pode ser aplicado em diferentes momentos, projetos e profissões.

Aspirações da sociedade do século XXI

Queremos tempo e dinheiro, e você pode afirmar que a sociedade sempre buscou isso independente do século. Concordo plenamente com essa máxima. E exatamente por essas serem as aspirações constantes do ser humano que precisamos ter a atenção adequada diante de cada contexto específico.

Hoje esse tempo está permeado pela vontade de podermos fazer aquilo que sentimos pertencimento, as marcas tentam cada vez mais encontrar qual o botão que aciona nosso engajamento, e ansiamos por um sentido maior quase que transcendental em tudo que fazemos.

Para conseguirmos alcançar esse propósito trabalhamos e buscamos dinheiro para poder pagar por tudo isso! Não vamos entrar no mérito da questão que dinheiro não compra tudo, ok?

Diante do que você aspira, sua postura profissional tem te levado para o encontro dos seus objetivos ou a sua rejeição diária em não fazer aquilo para o qual não foi contratado só te afasta dos seus sonhos?

Muitas empresas conseguem estabelecer o home office, o que traduz o ganho de tempo. Mas você tem conseguido ter autogestão?

Pagar, receber ou cobrar faz parte do que desenvolvemos nesta sociedade capitalista, aprenda a perceber seus investimentos, descobrir quanto custa quando abdica de fazer algo que realmente gosta e o que tem feito de devolutiva social.

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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