Uma notícia na última semana causou um buzz na internet: o possível fim do Nubank, caso o Banco Central mudasse o prazo de pagamento das vendas aos lojistas. O Nubank ainda não tem a mesma capacidade de financiamento dos grandes bancos, no entanto, seu capital social é invejável. Em poucas horas, a empresa recebeu inúmeras mensagens de apoio, inclusive a minha. Haviam comentários do tipo: “Se o @nubankbrasil tiver que cobrar anuidade pra se manter no mercado, eu pagaria sem problemas. Não me veria usando outro cartão hoje”. “@nubankbrasil queria mto que vcs continuassem no mercado depois da medida do governo. Pagaria anuidade a vcs mas não voltaria aos bancos”. “Nubank Brasil, falando seríssimo, se vocês precisarem que a gente pague anuidade, A GENTE PAGA!”.

Você deve ter percebido uma palavra-chave nesses comentários que é a tal “anuidade”, odiada pelos usuários de cartão de crédito. E deve estar se perguntando: Por que raios as pessoas estão dizendo que se for preciso pagam até anuidade? Sim, estamos dispostos até a isso, só para não perder o atendimento personalizado, a facilidade em bloquear e desbloquear um cartão, um app que te ajuda a controlar seus gastos, e todo o diferencial que o Nubank apresentou ao mercado. Sabe aquela história de “venda valor, não preço”? Pois é, eles passam isso muito bem. A partir do momento que conhecemos o real valor do produto/serviço, estamos dispostos a pagar o preço.

Outro conceito que podemos analisar com esse episódio é a competitividade sustentável. O Nubank é um ótimo exemplo de empresa que nasceu para aproveitar uma oportunidade diante de um cenário formado por pessoas que estavam cansadas das taxas abusivas dos bancos tradicionais. De acordo com Barney e Hesterly (2007), as análises de ameaças e oportunidades que uma empresa se depara devem começar com um entendimento do ambiente geral em que ela opera.

Estamos falando da famosa Análise Swot, muitas vezes esquecidas, principalmente pelas empresas que se deixam apagar quando sofrem concorrência com as grandes inovadoras, como os Bancos Tradicionais x Nubank, Taxi X Uber, Whatsapp X Operadoras, uma vez que a análise interna é feita com os pontos fortes e fracos, e a externa com oportunidades (explorar, melhorar) e ameaças (enfrentar, abandonar ou modificar).

Não estamos mais falando de tendências, mas sim de realidade. O Nubank tem a visão de que o futuro é roxo. E eles estão certíssimos. Quem não souber inovar e conquistar através das oportunidades ficará pra trás.

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Alison Marques

Viciado em compartilhar conhecimento. É Especialista em Linguagens e Mídias Digitais, jornalista, palestrante e social media.