Bom, hoje vamos começar dizendo um até breve.

2016 Está chegando ao fim, e com ele uma fase que parecia não acabar. Para muita gente foi um ano mágico, bom, pra outros nem tanto, pra mim foi um ano louco. Não tenho outra palavra.

Um ano de muita experiência, crescimento profissional, pessoal e uma descoberta profunda de quem eu sou. Parece que rompi aquela divisão entre sonho da infância e adolescência e a realidade dura de ser imigrante e morar sozinha, sabe? A queda foi dura, ainda estou em recuperação. Mas fez um bem danado as meus poucos anos de existência.

E um dos aspectos que entraram na pauta de “ser ou não ser” foi a vida profissional.

Quase 100% das pessoas que conheço e já tiveram uma conversa sobre profissão e mercado de trabalho comigo, já pensaram em desistir da carreira, já se sentiram frustrados, já passaram por empresas que nem deveriam ser uma empresa ou simplesmente sentem que não conseguem crescer.

Você está passando por isso ou em algum momento de 2016 se sentiu exatamente assim? Eu me senti exatamente assim durante um longo período do meu ano.

Mas a alguns dias vi uma campanha feita pela Lego em parceria com a Fundação Dorina Nowill que trabalha o tema de inclusão social para crianças cegas através daquilo que uma criança mais gosta de fazer, brincar, e pensei pra mim: “Caramba, se uma empresa, uma equipe daquela fez algo assim, eu também posso. Tem muita gente boa trabalhando por aí.”

(No caso dessa campanha o choro é livre).

Foi a informação certa, na hora certa. Se você estava encerrando 2016 triste com sua profissão, carreira ou estudos, pare agora tudo que está fazendo e termine esse texto até a última linha. Prometo que não vai se arrepender.

Vou atacar de psicóloga – coisa que não sou e nem sei ser, pra te dizer que toda profissão tem seus calos de conquista. O percurso até as coisas boas e grandes serem feitas, é na maioria das vezes doloroso e requer muito sacrifício.

Qual foi seu sacrifício pela sua carreira em 2016? Talvez aqui, eu deva contar um pedacinho da minha história esse ano. Larguei um estágio em uma grande empresa do Brasil para me aventurar em Portugal. Durante esse ano aprendi a servir café, fazer crepe, fui administrativa, lavei louça em restaurante, muita coisa deu mesmo errado. Eu não sabia o significado de dar muito errado até imigrar. Mas no fim das contas consegui me matricular em uma das melhores escolas de comunicação portuguesa. Um sonho realizado com muitas lágrimas e sacrifícios.

Mas valeu a pena! Se sua tristeza e insatisfação te pede uma mudança, um novo ano se inicia pra você colocar pra fora toda sua coragem e potencial.

Outro ponto que precisei avaliar com muito cuidado e ajuda, foi como estava exercendo minha profissão. Nossa tristeza vem muitas vezes da falta de capacidade de olharmos para os nossos erros. Aliás, dói mais ainda quando olhamos pra eles.

Lapidarmos a nós mesmos é uma tarefa difícil, palavras de uma escorpiana. Mas é um primeiro degrau certeiro para o crescimento em diversas áreas da nossa vida.

Outro ponto da minha pauta resumia-se a: Quero ser redatora, copy, por que estou me “aprofundando” em atendimento, account?

Se você já está dentro da área de que gosta, mas não exerce o que gosta, você pode estar dando um tiro no próprio pé. Fazer com paixão está diretamente, tão “retamente” que impressiona, com a satisfação e prazer em fazer o que se gosta.

2017 pode ser o ano em que você vai precisar mudar a direção completamente pra depois avançar. (Vivo dizendo isso porque tenho espírito de passarinho e acredito que mudar a direção das “asas” pode te levar mais longe.)

E de dica extra, cuide do seu corpo. Parece bobagem, muita gente pensa no estético, que aliás também faz diferença na sua auto-estima, mas a prática de atividade físicas é uma injeção de alegria, ânimo e boa disposição. Corpo saudável e mente saudável (e criativa) trabalham juntos.

Minha reflexão (ou textão) acaba aqui. Abandono minha versão conselheira e deixo pra você algumas doses de incentivo. Tem muita gente boa na nossa profissão, fazendo muita coisa boa por aí. E se você reconhece esse talento interno, não desiste não. A oportunidade, a sorte e o esforço se encontram mais cedo ou mais tarde.

E por fim, prometo que é a última frase, um feliz 2017, tentem não comer tanto e nos vemos em breve.

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Sabrina Kelly

Mineira de Belo Horizonte, publicitária em formação, apaixonada por viagens e fotografia. É técnica em Sistemas da Informação pelo Colégio e Faculdade Cotemig e fez um intercâmbio em Jornalismo na Universidade de Coimbra, Portugal. Escreve para a Obvious Maganize, produz conteúdo para e-commerce e é criadora da Loja Virtual Feitio.