Correr atrás do sucesso, esperar o reconhecimento e conseguir retorno financeiro é algo ensinado a praticamente todo ser humano a partir da formação básica, assim, desde cedo aprendemos a listar os objetivos e lutar por nossos ideais.

Durante o caminho fazemos algumas escolhas, ora pautadas na nossa falta de maturidade de avaliação do todo, ora por algo que costumamos chamar de necessidade e muitas vezes as fazemos buscando a tão sonhada qualidade de vida, essa vista por grande parte da sociedade como o equilíbrio da vida profissional e pessoal.

Nesse ensejo, encontra-se ele, o tão temido mercado envolto as variações econômicas, transformações tecnológicas entre outras.

Resumidamente, acontece mais ou menos assim: trabalhamos em diversas áreas a partir dos 16 anos de idade, entramos numa instituição de ensino superior e estudamos, tentamos estagiar na área, reclamamos do salário, falta grana para maiores qualificações, o mercado quer nos pagar como estagiário e espera receber trabalho de um profissional gabaritado.

Até agora está se identificando? Continue a leitura, esse texto foi feito para você. Mesmo que seja o empregador que reclama da falta de mão de obra qualificada, ou o profissional gabaritado, pois aqui falaremos de diferentes lados da situação.

Quando ministro a disciplina de Gestão de empresas de Comunicação para os meus alunos de publicidade, percebo como é desafiador para essa galera tomar consciência de que a profissão exige mais do que criatividade. É importante saber lidar com gente, com procedimentos e ter disposição para desenhar e gerir processos.

E nessa hora os faço perceber por meio de um exercício simples que é preciso pensar do “outro lado do balcão”. Pessoal da área de comunicação, pense como quem gera emprego e não apenas como alguém que está em busca de um.

Profissional, profissionalismo e empregabilidade

Por essa razão, independente da área que escolhemos atuar a pressão para sermos os melhores é uma constante. E em meio a esse anseio precisamos aprender a lidar com diferentes etapas da vida e as variações do mercado.

O que é ser um profissional?

Entende-se como profissional todo indivíduo que buscou as qualificações e certificações necessárias para comprovar sua capacidade. Então sempre que a expressão for usada aqui, entenda que falo de alguém que estudou para exercer uma determinada profissão e não quero entrar no mérito da discussão sobre “conhecimento empírico ou notório saber.”

Cena clássica que ilustra situações sobre ser profissional da área de comunicação: Eu cobro X para criar o conceito da sua marca, vamos falar sobre branding… “De repente, seu cliente fala: “meu sobrinho faz meu logo por R$ 50,00” ou ainda solta algo como: “só pago uma cerveja pra ele no final de semana!”

Sabemos que existem profissionais e profissionais…

Nunca – e quando eu digo nunca eu digo nunca mesmo – perceba o sobrinho ou coisa parecida como um concorrente seu, o cliente que tem essa mentalidade não está preparado para receber o seu trabalho, contratar seu serviço ou ter você empregado na empresa dele. Posicione-se!

Para isso precisamos falar sobre profissionalismo

Quantas vezes por dia você usa ou escuta a expressão?  NOSSA, MAS QUE FALTA DE PROFISSIONALISMO!

Como é ruim lidar com pessoas despreparadas para assumirem os cargos ou as profissões que se propõem e isso tem muito mais relação com postura e inteligência emocional do que com formação técnica.

Lembra-se das razões elencadas no início do texto sobre os tipos de trabalho que aceitamos no caminho da busca do sucesso? Então, para que não seja o protagonista da frase que aponta um ser com falta de profissionalismo, é importante que reflita sobre algumas coisas:

  • Se aceitar um trabalho que paga um salário ou um valor menor do que acredita merecer receber, entenda que a escolha de aceitar foi sua, e não pode por essa razão comprometer suas entregas, respeite prazos e qualidade do serviço independente do valor cobrado;
  • Quando optar pela famosa permuta, a regra é a mesma, o fato da negociação não envolver dinheiro em espécie não te dá respaldo para realizar um trabalho diferente dos outros que faz quando recebe o valor que acredita ser o correto;
  • Existe muita falta de profissionalismo por parte de quem contrata também, mas a nossa ação não pode ser reflexo da ação do outro, por isso deve prevalecer os nossos valores, e caso seja você o empregador que encontrou um profissional desesperado nessa crise que aceitou fazer um trabalho cobrando abaixo do valor de mercado, não tripudie;
  • Empresários, deixem claro o que espera do seu estagiário, profissional recém-formado ou aquele que volta para um posto de trabalho depois de algum tempo ávido por mostrar serviço, exploração não combina com qualidade. E o mais por menos tem prazo de validade curto.

Diante disso, quem acreditou encontrar aqui um texto com formatação de preços do mercado, certamente se decepcionou, mas a intenção foi essa mesmo por isso falaremos sobre empregabilidade no próximo texto.

Para tanto, iremos refletir a respeito da extinção das empresas com gestão paternalistas e as transformações no mercado de trabalho em consonância com a realidade das aspirações da sociedade do século XXI.

Até lá!

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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