No último texto ao abordar o assunto sobre planejamento, perspectivas, desafios e oportunidades para o ano que se aproxima, havia assumido um compromisso de trazer essas discussões e reflexões realizadas no evento que eu iria mediar pelo prisma das empresas e gestores de diferentes áreas da comunicação.

Pois bem, a vida sempre nos ensinando. Lembra o que tratamos também sobre fatores externos impossíveis de serem controlados por nós? Pasme o evento foi cancelado!

E diante disso, o meu planejamento precisou ser repensado e a perspectiva passou a ser transformar o que se apresentou como um problema em solução, assim, meu desafio foi produzir algo relevante ainda que não tivesse mediado o evento e a oportunidade é exatamente aprender na prática tudo que discutimos por aqui sempre.

Por essa razão, pensei sobre as possibilidades desse cancelamento e se realmente eu não poderia ter previsto, confesso que após análises longas cheguei a seguinte conclusão: não existiam indícios sólidos tão pouco ameaçadores acerca desse acontecimento.

Perguntas que precisei responder: Qual etapa do evento era da minha responsabilidade? E o que era passível de resolução de forma direta? Respostas: Apenas a execução. Planejamento e organização não faziam parte do meu poder de decisão.

Quando algo foge ao seu controle, o que você costuma fazer? Desespera-se? Culpa-se? Culpa outras pessoas?

Acredito que no ápice dos imprevistos passamos por todas as fases de indagação supracitadas, mas o que nos diferencia como vencedores dos desafios é exatamente o tempo que demoramos em cada uma delas.

Comunicação e o fator humano

Comunicar sempre remete a questões como: escolha de canais corretos; identificação do público certo para cada tipo de informação, mensagem; o tempo e hora adequados para nos comunicarmos, veicularmos uma notícia, enfim, são diferentes fatores e todos com algo em comum a necessidade do nosso olhar para o que não controlamos.

Esse relato pessoal que trago no texto é algo recorrente para tantos outros profissionais, todavia, precisamos ter atenção para o fator humano nesse processo, quando precisamos entregar informação, gerar conteúdo e criar engajamento nas diferentes esferas da comunicação.

Por mais que consigamos discutir e traçar análises plausíveis para o próximo ano, são pessoas distintas que iram conduzir o todo. Os dados processados pela tecnologia são alimentados por pessoas, às ações e sentimentos, os protestos e também afeições que nossas marcas conquistam são resultados de relacionamentos com pessoas.

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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