Tratar desse assunto remete aquelas imagens de temas futurísticos em que humanos aparecem interagindo com robôs, quem teve a referência dos filmes da década de 90 sabe bem sobre o que estou falando.

Pois bem, temos percebido, contudo, que a realidade não veio tão performática como imaginávamos, mas a tecnologia se faz presente em tudo no nosso cotidiano e com a comunicação não tem sido diferente.

Quando falo comunicação me refiro às ações de publicidade entre marca e consumidor, que está cada vez mais condicionada a personalização respaldada por acesso aos dados que produzimos em rede, o big data abordado no meu texto anterior.

Aqui precisamos estar cientes da necessidade de aprendizado constante e saber até que ponto temos disposição para aprender e reaprender.

E por essa razão não cabe achismo e tão pouco previsões sem que essas estejam ao menos embasadas em dados na hora de estabelecer as estratégias de comunicação das empresas dos mais distintos portes.

Imagine que tem um monte de material produzido e arquivado no seu banco de dados, daquelas ações que pediu para que sua equipe preenchesse formulários com os clientes e os dados já estão ficando obsoletos, ou ainda informações que separadas não têm grande valia como, por exemplo, e-mails sem o nome completo do usuário. De repente por meio da aquisição da inteligência artificial consegue recuperar e concatenar dados, gerando campanhas incríveis dentro do que cada cliente espera receber.

Assim, a inteligência artificial será responsável por alterar desde o processo criativo das campanhas até a entrega do produto ou serviço para o consumidor final. Fica claro aqui o desafio do ser humano de se manter útil numa realidade cada vez mais tomada por máquinas.

A grande sacada está em perceber essa transformação como uma extensão de nós e não como uma ação tecnológica que irá anular a humana.  Para tanto, os profissionais precisam aprender e buscar o conhecimento no comportamento humano.

Saber trabalhar a comunicação baseada nos sistemas cognitivos será mais do que nunca imprescindível para o sucesso da interação entre marca e cliente, imagine que num futuro próximo teremos as ruas interagindo com o pedestre, carros que se locomovem sozinhos e tudo isso precisando de marcas com percepção tecnológica para acompanhar as mudanças.

As marcas são seres inanimados, mas são compostas por pessoas capazes de transformar a realidade atual e se adequar as situações que ainda não conseguimos conceber.  Geramos muitos dados, desenvolvemos capacidade analítica desses, mas precisamos urgente acompanhar toda e qualquer alteração no comportamento humano em rede.

Dessa forma para se discutir, pensar e planejar: mídia programática, SEO, SEM e targeted advertising, será de suma importância o apoio na inteligência artificial.

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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