Nos últimos tempos, estive focando num projeto bacana que era um dos meus sonhos – o Bjj Girls Mag. Ele ainda tem muito que melhorar, mas só para vocês entenderem, sou praticante de Jiu-Jitsu, e no meio do ano passado criei um site que fala de Jiu Jitsu só para mulheres.

Resolvi usar a minha formação em publicidade para algo que estava em falta no mercado, que era um veículo informativo para mulheres, num esporte dominado pela maioria masculina. Depois de um certo tempo trabalhando, escrevendo, buscando pessoas, parceiros, ideias, conseguimos uma média de 37 mil seguidores no Instagram e temos também cerca de 50 mil visitas mensais.

Feito isso, consequentemente meu perfil pessoal também subiu e junto a isso apareceram algumas propostas bacanas de patrocínio – que é o que a maioria dos atletas precisam, de patrocínio para continuar treinando e se dedicando.

Fora o trabalho com o site, como eu também pratico Jiu-Jitsu e gosto de competir – e acredito que para um atleta conseguir patrocínio e visibilidade, ele depende de alguns fatores que vão um pouco mais além de ser bom em jiu-jitsu ou qualquer outro esporte, principalmente aqui no Brasil, onde o esporte não é tão valorizado.

O primeiro deles é ter boa apresentação pessoal – não digo aparência,  mas sim em como as pessoas te vêem, qual a influência que você tem sobre elas. Cuide bem das suas redes sociais – e se possível crie conteúdo exclusivo para elas – seja em blog, YouTube, ou até mesmo Instagram. Acho legal mostrar que – apesar de ser um pouco “feio” dizer isso – é preciso ser um pouco “mais” do que atleta (eu sei que ser atleta não é pouco, é bem complicado, você abre mão de muitas coisas para chegar num objetivo). É preciso ter um perfil que venda, ou ser alguém influente o suficiente para indicar os produtos de alguma marca. E como vender é algo intimamente relacionado à confiança, é preciso que as pessoas confiem em você para que comprem os produtos da marca que te patrocina.

É um pouco triste dizer isso, mas muitas marcas estão interessadas mais em vender do que apoiar o sonho de um atleta. E por um lado não estão erradas, afinal, contas precisam ser pagas e os lucros precisam chegar. Você precisa ser bom no que faz, e mais do que isso, ser influente. Ganhe o carinho das pessoas, mostre que você é dedicado, consiga mais seguidores relacionados ao seu público, e então os resultados virão. É bacana também ter um portfólio onde tenham suas fotos competindo, seus títulos, redes sociais. Pense numa apresentação bem bonita para enviar as marcas que você está prospectando.

Feito isso, entre em contato com as empresas e também conheça todas as pessoas do meio – organizadores de evento, professores de academias da região, árbitros etc. Os resultados virão em breve.

Se você tem uma marca do segmento esportivo, pense em apoiar atletas do ramo – é um baita incentivo ao esporte, além de gerar uma imagem positiva para o seu negócio. Se você é atleta, mais do que ser bom no que faz, pense em como melhorar sua imagem perante às pessoas. Patrocinar e ser patrocinado é bom para ambos os lados!

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Publicitária, trabalha com assessoria e gestão da imagem de marcas, produtos e pessoas em Tati Fanti - Gestão da Imagem. É também colunista nos portais MMA Premium e Bjj Girls Mag. Acredita no poder das pessoas e na arte da comunicação como ferramenta de transformação.