Em algum momento da vida, todos nós já tivemos a oportunidade de nos envolver com alguma equipe para trabalhar, e a partir deste trabalho reações fortes e frequentemente conflitantes podem surgir. A partir de experiências pessoais, muitos de nós já aprendemos que fazer parte de uma equipe pode causar em emoções bem distintas e extremas – atração e repulsão, gratidão ou frustração, por exemplo. É importante entender que nem tudo são flores numa equipe, e para que seu trabalho possa fluir em harmonia, descontentamentos, tensões e contradições vão acontecer.

Costumamos esperar que alguém assuma a liderança do grupo? Buscamos realmente a solução do problema enfrentado? De que maneira estamos dialogando uns como outros para enfrentar as crises? Essas perguntas nos levam a considerar a relevância da Dimensão Emocional das equipes no trabalho, entendendo se as pessoas estão preparadas para atuar com determinada situação ou com determinada pessoa. Você lembra, após a fratura de Neymar no jogo contra a Colômbia, na copa do mundo de 2014, que os demais jogadores no jogo da semi-final, contra a Alemanha, iriam jogar por ele? Eu fico me perguntando: como os demais jogadores se empenharam por Neymar, e não pelos mais de 200 milhões de brasileiros? Qual o papel do treinador (Felipão) nesta ocasião?

Uma situação realmente vexatória e demonstração clara de falta de estrutura emocional. Devemos investir em inteligência (emocional) para fazer com que as pessoas construam referenciais sólidos e não sejam superficiais em seus posicionamentos. Há uma história, um conto surfista, sobre um homem que, de repente, percebeu uma estranha ondulação sob um tapete. Ele tentou de tudo para aplaná-la, alisando-o, esfregando-o e até mesmo achatando-o, mas a ondulação continuou reaparecendo. Finalmente, depois de sentir-se frustrado e furioso, o homem levantou o tapete e, para a sua surpresa, deparou com uma cobra zangada. Essa história serve como metáfora ilustrativa da necessidade de encararmos os verdadeiros problemas, deixando as medidas superficiais de lado.

Quando se trata de emoção, não adianta fingir que está acontecendo ou tomar medidas superficiais: é necessário agir para que as equipes tenham amadurecido sua dimensão emocional em um mercado que está cada vez mais fragilizado.

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Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

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