“O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada”. (George Bernard Shaw)

É cada vez mais difícil encontrarmos empresas realmente integradas e alinhadas ao propósito apresentado.  Criam-se valores, visões, crenças, mas nem sempre eles conseguem refletir, de fato, os reais anseios dos colaboradores da instituição. Muitas vezes esses direcionamentos são formados com base em uma análise superficial ou em uma tradição empresarial que vem sendo estendida durante anos. Falam-se muito em cultura organizacional e da importância de tal para o sucesso de uma empresa, porém, são poucas as organizações que conseguem efetivar, na prática, essa conduta. Afinal, o que é preciso fazer para se constituir uma cultura?

Talvez por ser algo difícil de mensurar, não conseguimos ter dimensão do quanto ela é mutável e sofre alterações a todo momento. O modo de falar, de agir, de se comportar, em determinado ambiente, dita a forma com que aquele grupo está habituado a se relacionar. A troca de experiências e a descoberta do outro agrega conhecimento e torna a convivência mais enriquecedora. Mas, quantas empresas permitem que esse tipo de atitude seja feita por seus colaboradores? Quantas estão realmente dispostas a ouvi-los e receber suas percepções de forma positiva e crítica?

O maior erro das empresas reside no fato delas não aproveitarem todo o potencial das pessoas de forma correta.  Em um mundo cada vez mais acirrado, exige-se muita competência e currículos extraordinários, porém esquecem de absorver o conteúdo humano. Aquilo que não é tangível não é notável para o mercado.

O livro “O poder das pequenas mudanças” da autora Margaret Hefferna traz uma reflexão a respeito desse tema.  A autora ressalta que a cultura organizacional parte de uma inteligência coletiva e que cada profissional possui papel fundamental na construção da mesma. Sem distinção de cargos, todos tem algo a contribuir e são nas pequenas atitudes que novas conexões são formadas e novas ideias vão surgindo.

Quantos de vocês já saíram ou conhecem alguém que tenha pedido demissão por não se identificarem com os preceitos de uma organização? Às vezes as empresas vendem uma imagem que não condiz com o que é realizado internamente. Assim, desperdiçam oportunidades e criam climas hostis no ambiente de trabalho pelo simples fato de não permitirem a troca de ideias.  Quando a cultura organizacional não é valorizada e nem bem trabalhada, ela pode ser a principal responsável pelo declínio de uma empresa.  De que adianta adquirir os equipamentos mais modernos, sem propiciar um ambiente de real inovação?

É preciso valorizar as pessoas. É preciso que tenhamos consciência do nosso valor. É preciso formar equipes verdadeiramente integradas. É preciso formar  colaboradores realmente apaixonados pelo que fazem.  É preciso estimular a coragem e a iniciativa pela mudança. Só assim será possível caminhar na direção correta e constituir, de fato, uma cultural organizacional.

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Raiza Halfeld

Mineira de Juiz de Fora, movida a desafios. Gosta de aprender coisas novas e trocar experiências, pois enxerga a educação como um processo contínuo. É graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFJF, e atualmente cursa MBA em Marketing pela UNOPAR.