Depois do crowdfounding que envolveu a hamburgueria da Bel Pesce, começou-se a falar de empreendedorismo de palco, se referindo a empreendedores que ganharam fama por  coisas que não tinham feito, resumindo a grosso modo. Aquele inovador fantástico que não sabe a diferença entre uma inovação incremental e uma disruptiva? Um modelo de colaboração, mas não faz ideia do que Gestão do Conhecimento?

No entanto, a prática também é bastante comum dentro das empresas, afinal quem não conhece alguém que se promove por meio de realizações que na verdade não fez?

O problema é que esse tipo de atitude afeta não só o rendimento do grupo, mas o clima organizacional também.

Um dos sintomas do intraempreendedorismo de palco é a rotatividade da equipe, ficando praticamente impossível a perenidade dos processos. E não estou falando de uma rotatividade qualquer, mas dá evasão de funcionários que trocam aparentemente seis por meia dúzia, só para mudar de área.

Outro sintoma é desengajamento da equipe, que passa a cumprir os prazos não pelo envolvimento com a marca, mas para garantir o emprego. Essas pessoas deixam de ser promotores da marca.

O intraempreendedorismo de palco é nocivo para a empresa que pretende ter equipes colaborativas, principalmente se for feito ou apoiado pelo líder ou gestor. Nada pior que um gestor que tenta se promover desta maneira, porque com certeza deixará a equipe de lado.

Por isso, um dos pilares para se ter uma equipe colaborativa é a prática do reconhecimento, tanto vertical quanto horizontal. O reconhecimento, feito de maneira adequada, promove o engajamento, e assim evita a proliferação do intraempreendedorismo de palco.

Um líder colaborativo é reconhecido pela sua equipe através da inspiração, enquanto o líder intraempreendedor de palco ganha o reconhecimento através da coerção.

E você, conhece algum líder intraempreendedor de palco?

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação. Focal Point de inovação na EMBRAER, coordenando atividades de captação de ideias e ministrando treinamentos de Inteligência Coletiva/Inovação Incremental e de introdução a ferramentas de captação de ideias, para fomentar a cultura de Inovação. Freelancer em comunicação e marketing na H2M Comunicação & Marketing. Acredita que a cultura da inovação abre portas, as quais podem mudar não só processos, produtos e serviços, mas principalmente a visão de mundo das pessoas!

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