Depois do crowdfounding que envolveu a hamburgueria da Bel Pesce, começou-se a falar de empreendedorismo de palco, se referindo a empreendedores que ganharam fama por  coisas que não tinham feito, resumindo a grosso modo. Aquele inovador fantástico que não sabe a diferença entre uma inovação incremental e uma disruptiva? Um modelo de colaboração, mas não faz ideia do que Gestão do Conhecimento?

No entanto, a prática também é bastante comum dentro das empresas, afinal quem não conhece alguém que se promove por meio de realizações que na verdade não fez?

O problema é que esse tipo de atitude afeta não só o rendimento do grupo, mas o clima organizacional também.

Um dos sintomas do intraempreendedorismo de palco é a rotatividade da equipe, ficando praticamente impossível a perenidade dos processos. E não estou falando de uma rotatividade qualquer, mas dá evasão de funcionários que trocam aparentemente seis por meia dúzia, só para mudar de área.

Outro sintoma é desengajamento da equipe, que passa a cumprir os prazos não pelo envolvimento com a marca, mas para garantir o emprego. Essas pessoas deixam de ser promotores da marca.

O intraempreendedorismo de palco é nocivo para a empresa que pretende ter equipes colaborativas, principalmente se for feito ou apoiado pelo líder ou gestor. Nada pior que um gestor que tenta se promover desta maneira, porque com certeza deixará a equipe de lado.

Por isso, um dos pilares para se ter uma equipe colaborativa é a prática do reconhecimento, tanto vertical quanto horizontal. O reconhecimento, feito de maneira adequada, promove o engajamento, e assim evita a proliferação do intraempreendedorismo de palco.

Um líder colaborativo é reconhecido pela sua equipe através da inspiração, enquanto o líder intraempreendedor de palco ganha o reconhecimento através da coerção.

E você, conhece algum líder intraempreendedor de palco?

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação, com uma passagem de 17 anos pela EMBRAER, onde atuei na edição de Publicações Técnicas e como focal point de inovação. Estruturei e estive a frente de um programa voltado a conectar pessoas, ajustar processos, melhorar a comunicação e aplicar uma gestão colaborativa e inovadora de equipes, ajudando a desenvolver o potencial humano, através do engajamento e da capacitação. Em paralelo, como freelancer, produzi textos para a revista Villaggio Panamby e para o site infoescola.com. Fundei a Inovadoramente Consultoria para oferecer serviços em gestão de equipes e comunicação. Também sou conteudista no Ideia de Marketing e na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, além de professor de Pós-Graduação na ESPM, dentro do Centro de Inovação e Criatividade.