Pretendo trazer esse assunto em duas partes, pois, primeiro é relevante explanar sobre o cenário atual para depois pensarmos no futuro que já chegou, mas ainda não estamos sabendo lidar.

Para tanto, faço o convite para refletirmos sobre…

Algo indiscutível que é: o tal futuro já bate a nossa porta, com o advento da tecnologia os espaços de tempo e as nossas projeções de longo prazo, precisaram ser repensados.

Este assunto ainda é tratado nas faculdades de comunicação como disciplina presente na grade; as ementas e literatura disponíveis não atendem mais as demandas do mercado, e talvez por isso não estejamos qualificando pessoal com capacidade para trabalhar com essa realidade da forma correta.

É certo que ainda existe a necessidade de compreendermos o comportamento humano para traçarmos as melhores campanhas, lançarmos os produtos adequados e conversamos a língua do nosso cliente.

Isto resulta em alguns dos desafios de cada dia dos profissionais da área de marketing: como mensurar o retorno de uma ação off? Como alinhar as estratégias para uma ação integrada? O que posso fazer de diferente para ter maior competitividade de mercado?

Essa realidade não parece mudar com a mesma velocidade que a tecnologia toma conta do nosso cotidiano, mas nos traz um desafio pontual.

Para acharmos as respostas continuamos usando os velhos métodos como a pesquisa de opinião de mercado, e diante de tanta transformação, ela ainda poderá ser considerada?

Essa não é uma indagação que possa ser respondida de modo simplista, todavia, a complexidade que a envolve não nos limita de traçar possíveis caminhos, pelo menos como rotas alternativas.

Como sabemos, o sistema de informação de marketing (SIM) que norteia as pesquisas de opinião de mercado, trata desde as estratégias competitivas de mercado de uma determinada empresa até a realização, tabulação e devolutiva dos dados como subsídios para tomada de decisões.

Isso significa que faz parte de um processo continuado e que precisam de software adequado, estratégias bem pensadas considerando a realidade do operacional, objetivos claros e de fácil compreensão e pessoal capacitado para realizar todas as etapas, logo, o fator humano é determinante para o sucesso das ações.

Aqui as fases importantes são:

  • Saber a fonte segura para buscar dados secundários e embasar a pesquisa de opinião de mercado;
  • Conhecer o público alvo para que as formas aplicadas de levantamento de dados primários sejam adequadas e eficientes; por exemplo: é comum pesquisas terem os dados viciados, pois houve falha na identificação correta do instrumento de coleta de dados;
  • Conseguir trabalhar os dados e transformá-los em ação dentro do time; é recorrente no meio do processo toda estratégia de marketing se perder seja por software arcaico, falta de clareza do pessoal da ponta sobre o objetivo da pesquisa; e morosidade na tabulação dos dados.

Percebo três fatores neste assunto especifico que precisam ser mais bem discutidos pelo prisma do comportamento humano, são eles: Big data; A internet das coisas e Legislação.

Falaremos sobre isso no próximo texto até lá!

banner clique
The following two tabs change content below.

Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

Latest posts by Tercia Duarte (see all)