Ser agência, modéstia parte, é incrível. Essa vida de caos criativo e estratégico me proporciona contato com gente de todo tipo, que pensa, idealiza e realiza de maneiras distintas. São histórias de vida de profissionais que se confundem com o desenvolvimento das suas próprias empresas e que, sem dúvidas, são fontes de inspiração.

Ao se relacionar com um empresário ou gestor de alguma empresa, depois de algum tempo, torna-se fácil identificar seu nível de satisfação na relação com seu negócio e seu papel. De maneira geral, acompanho casos de empreendedores que, ao fundarem seu negócio, conseguiram passar tudo que tinham em mente para a atmosfera de desenvolvimento da empresa.

E os desafios aumentam quando as organizações entram na esperada curva ascendente de crescimento. Essa evolução, que normalmente não acontece de forma organizada, provoca desafios e problemas que poderiam ser evitados.

O que mais me choca é o adormecimento do espírito empreendedor dos seus líderes, que têm o DNA da empresa impregnado em suas emoções, mas que não conseguem praticar atitudes visionárias, porque foram engolidos pelas tarefas operacionais, porque cansaram, porque as gerações ascendentes não entenderam os reais objetivos do negócio ou, ainda, porque entraram na perigosa zona de conforto que os faz acreditar que está tudo bem e que a empresa não precisa mais do seu brilho.

Sim, é frequente entrar numa empresa e, ao diagnosticar seu ambiente, atmosfera e mentalidade, me deparar com multiplicadores de sonhos que estão adormecidos. Pessoas visionárias que são podadas por aquelas – não menos importantes – que só conseguem planejar com números ou que não conseguem empreender com a mesma emoção.

Quando a emoção de um negócio esfria, seu propósito passa a ser mera formalização num canvas de branding. Os valores que permeavam a atmosfera da administração são substituídos por infelizes horas de debates sem fim e sem futuro. Pensar estratégia vira sofrimento. Se a empresa é familiar, então, as insatisfações ultrapassam o ambiente corporativo.

Fato é que, por trás de um negócio de sucesso – já que o termo sucesso está banalizado, vou considerar um negócio de sucesso aquele que consegue cumprir seu propósito – tem sempre alguém (ou vários “alguéns”) com um potencial absurdo para sonhar.

Faço um apelo neste artigo: não deixemos os visionários morrerem. São eles que transformam o mundo!

Não tem coisa melhor e que dá mais tesão do que entrar numa empresa tocada por apaixonados. É na paixão que ocorrem as melhores sensações, que nos excitam e nos tiram da normalidade. São pessoas e empresas assim que mudam o mundo.

O livre-arbítrio é a ferramenta que precisamos para escolher o que queremos ser. Que pode nos ajudar a identificar a empresa que queremos ter. Se você se considera um visionário, volte a fazer o que você ama. Quem sabe sua empresa não está esperando apenas por isso para voltar a fazer a diferença?

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)