A boa dica de hoje é o serviço que o site NoiseTrade proporciona. E não só o serviço, mas a experiência. Ele é uma plataforma em inglês que divulga e disponibiliza álbuns e livros de artistas independentes gratuitos. Ele não caracteriza como somente streaming (Deezer, Grroveshark, Rara, Rdio, Spotify, Apple Music, Xbox Music) – essa tendência crescente a cada dia -, mas um grande leque de tribos. De diversidade. Você faz o download e, se quiser, pode fazer uma doação para aquele artista. É um site de fácil cadastro, gerenciamento de marketing e boa exposição.

“Free albums from thousands of artists who would love to meet you.”

Quem gosta de ouvir músicas e ler livros, tem quatro opções: comprar um CD ou livro físicos, para ter a experiência única de remover a embalagem plástica e sentir o cheiro da tinta do encarte; comprar músicas digitais ou e-books, que custam quase o mesmo preço das mídias físicas; gastar tempo baixando arquivos piratas; ou usar serviços de streaming, que estão chegando em peso ao Brasil com preços bem competitivos. Mas tem também o mercado da doação.

“NoiseTrade Music helps artists & labels meaningfully connect with fans through the exchange of free music for email addresses & postal codes.”

O mercado expandiu. A mente cresceu. A economia mudou. O relacionamento com a audiência se tornou mais crítico. Por isso, a ideia é sempre aproximar. Deixar mais perto e visível todo o processo. Essa transparência e acessibilidade torna o serviço intuitivo e eficaz. Por isso, o sucesso das plataformas.

Uma das perguntas bases que você precisa sempre por em planejamento é sobre a análise ambiental: “Quais os meus concorrentes e o que posso fazer melhor e/ou diferente deles? ”. Existe graça e novidade todos os dias. É só estar atento aos estudos comportamentais e, por que não, investir também no cool hunter?

Toda a proposta está intrinsicamente relacionada ao Zeitgeist (sugiro a leitura do texto “Zeitgeist e o futuro da comunicação no marketing digital”). O apoio aos artistas independentes precisa ser atemporal. Este é um cuidado que poucos compreendem. No empreendedorismo, prega-se muitas “sacadas” utópicas que não valorizam o real criativo e profissional sem capital para investir. Por isso, cabe cada vez mais, as empresas trabalharem com incentivo e inclusão.

O mercado digital precisa ter a premissa de troca. De reconhecimento e feedback. Como era alguns séculos antes. Onde você de fato podia ter a experiência em conhecer o fabricante daquele produto. Não pode ser algo frio, distante e pomposo.

Fica a indicação do site NoiseTrade e o reforço para o apoio à arte. São muitos os diálogos entre o mercado competitivo e a história da arte. É uma corrida sem fim por visualização, reconhecimento, engajamento e conversão. Nesse mundo líquido, as coisas vão e voltam com muita rapidez. E nessa velocidade efêmera, a gente perde a oportunidade de investir e conhecer muita gente boa por aí.

“A great new world to explore. New tribes. Only waiting for assistance, recognition and encouragement.”

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa