Não é de hoje que sabemos que profissional e emocional andam juntinhos. Não se separam por nada. Somos um ser único, que transita entre o equilíbrio da vida emocional, as aspirações a níveis profissionais e os inúmeros desafios e problemas que são comuns a todos.

Cada um de nós está mergulhado em suas vivências, seus medos e seus anseios. Se um profissional excelente está vivenciado a doença de um familiar ou amigo, ou está vivendo uma separação, uma depressão, uma desmotivação ou uma fase de frustrações, é completamente normal que seu desempenho seja prejudicado.

E é aí que entra a terapia empresarial: Motivação, vendas, coaching, liderança, Segurança no Trabalho (SIPAT), trabalho em equipe, transformação, resiliência, logística, empreendedorismo e qualidade de vida. Esses são alguns dos temas abordados.

O mercado está lotado de empresas que demonstram uma grande rotatividade de funcionários, ou seja, poucos de longa data. Os profissionais estão se tornando mais exigentes, querem se sentir valorizados, querem sentir que estão sendo cuidados, incentivados, motivados. Se não se sentem, assim que encontram uma oportunidade melhor, ou aparentemente melhor, dizem adeus.

E se você é dono de uma empresa, sabe que ter sempre funcionários novos é ruim. É um novo investimento de tempo, de adaptação, de preparação e de ritmo de trabalho. Ter novos integrantes para somar na equipe é uma coisa, ter uma equipe sempre em rotatividade é outra.

Então como cuidar emocionalmente da sua equipe, seja ela grande ou pequena, ser um parceiro que auxilia emocionalmente os funcionários e ainda trazer pra dentro da empresa bons resultados?

CULTURA ORGANIZACIONAL

Mude de dentro pra fora. Parece uma receita nutricional, mas funciona também no mundo corporativo. O primeiro passo é introduzir dentro da cultura da empresa que é necessário ter funcionário emocionalmente bem trabalhando ali dentro.

Passamos a maior parte do tempo com nossos colegas de trabalho do que com nossas famílias. Imagina então passar a maior parte do seu tempo em um ambiente onde você não se sente bem, sofre uma pressão enorme e não se dá bem com os colegas de trabalho? Provavelmente a empresa sairá perdendo. Funcionário infeliz não trabalha bem. É um fato!

E para a cultura empresarial ser modificada, seja a empresa grande ou pequena – lembrando que quanto maior a empresa, mais difícil será essa transformação, mas não é impossível, o topo da cadeia precisa mudar.

Estamos falando de liderança. E aqui começa nossa sessão de terapia.

Lideres emocionalmente inteligentes, levam sua equipe a trabalhar de maneira mais unida, a gerar bons resultados e a criar uma nova cultura dentro da organização.

Invista em treinamentos que trabalhem a inteligência emocional dos gestores e lideres.

Ter subordinados e guiá-los não é fácil. Cada funcionário tem uma personalidade, uma expectativa e habilidades em que se destacam e os líderes tem papel fundamental no sucesso do empreendimento.

Essa autoridade precisa ter a habilidade de fazer críticas construtivas, gerar conflitos, saber ouvir, orientar e alinhar objetivos e metas. Trabalhe seus líderes, transmita valores positivos e habilidades especiais, incentive-os, bonifique-os e cuide deles como pilares do seu negócio.

Peter Drucker diz que a administração não é uma arte, nem uma ciência, mas uma profissão cuja finalidade é captar o que de melhor os seres humanos possuem. Concorda?

A sociedade passou por uma fase onde as máquinas dominaram o mercado, a indústria era o guia da vez. Hoje o setor dos serviços toma às rédeas e o “material de trabalho” da vez são pessoas e pessoas precisam ser geridas e gerir pessoas, significa lidar com as emoções delas.

O psicólogo americano Paul Ekman dá a seguinte definição para as emoções: “Emoções são impulsos, herança da evolução, para uma ação imediata, para planejamentos instantâneos que visam lidar com a vida”.

Para os estudos da área de psicologia existem cinco emoções principais e imediatas: tristeza, raiva, felicidade, medo e surpresa e na sequência, as emoções secundárias ou sociais que são na maioria das vezes incentivadas pelo ambiente e pela cultura gerada ao redor, como: vergonha, constrangimento, orgulho, culpa e outros.

O segredo é capacitar os funcionários a encontrar um equilíbrio e uma maneira saudável de lidar com o trabalho. E capacitar nesse sentido, significa habilitar ou convencer alguém que mudar de comportamento é positivo para empresa e funcionário, é fornecer novos conhecimentos e habilidade que ajudaram a mudar tais comportamentos e ensina-las a mudar de atitude.

Para isso há empresas de treinamentos especializadas que trabalham em cima das necessidades e temáticas que você apresentar, segundo as vivências diárias da empresa e quais os objetivos alcançar. Você pode abordar temas como motivação, trabalho em equipe e persistência. Também há cursos específicos que agregam valor a carreira do funcionário e ao seu rendimento na empresa e premiações. Mas atenção a aplicação dessas premiações, mal feitas podem ser um tiro no pé um retrocesso na caminhada da equipe.

E não se esqueça de que o feedback é necessário. O funcionário precisa saber que evoluiu, mudou e que aquela mudança foi notada. Dê voz a sua equipe. Ela precisa se sentir segura para dar opiniões e discordar. Não finja um ambiente saudável, crie verdadeiramente esse lugar.

Para não esquecer o Coaching é ouro e a SIPAT – Semana interna de prevenção de acidentes também.

O coaching nada mais é do que um treinador. Lembra lá na era medieval que o cocheiro era o homem que conduzia a carruagem? É mais ou menos isso que o profissional de coaching fará.

Você pode trabalhar o treinamento pessoal, financeiro e empresarial. São sessões planejadas e bem elaboradas para ensinar uma pessoa específica, ou uma equipe a encontrar o caminho por si só. No pessoal como o próprio nome diz, é voltado para uma pessoa específica. No financeiro o objetivo é gerar resultados e alcançar objetivos na área financeira e o empresarial é logicamente para empresários desenvolverem técnicas e hábitos a alcançarem sucesso no mundo dos negócios.

Já a SIPAT é uma semana de atividades para prevenção de acidentes de trabalho de trabalho e doenças ocupacionais. Durante essa semana de evento, são realizadas gincanas, consultas, sorteios e atividade motivacionais que levam os funcionários a entenderem a importância da segurança no ambiente de trabalho e dos cuidados que evitem doenças ocupacionais. Podemos falar sobre tabagismo, alcoolismo, ler – lesão por esforço repetitivo, como evitar acidentes de trabalho e trajeto.

Cuidar da saúde exterior reflete diretamente na saúde emocional. Por isso valorizar a SIPAT e suas atividades e temas além de obrigatório é importantíssimo.

Lucros são os primeiros indicadores de que o organismo empresa está funcionando bem por dentro, mas outros indicadores como cliente fiéis, imagem positiva, fornecedores parceiros e outros indicadores individuais.

Lembre-se o maior ativo da sua empresa são as pessoas e cuidar delas é planejar o futuro cuidando do presente.

Vamos tentar?

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Sabrina Kelly

Mineira de Belo Horizonte, publicitária em formação, apaixonada por viagens e fotografia. É técnica em Sistemas da Informação pelo Colégio e Faculdade Cotemig e fez um intercâmbio em Jornalismo na Universidade de Coimbra, Portugal. Escreve para a Obvious Maganize, produz conteúdo para e-commerce e é criadora da Loja Virtual Feitio.