Com o crescente aumento das marcas na internet e a diversificação das estratégias para atingir e interagir com o público, as empresas buscam cada vez mais entender a realidade para se destacar no mercado. Sobreviver não é mais uma escolha, visto que não há tempo para planejamentos medíocres que somente “asseguram” o mínimo necessário para o funcionamento da empresa. Você simplesmente replica o conteúdo nas diversas plataformas (crossmídia) ou cria um conteúdo para cada um, de maneira que se integrem e se complementem (Transmídia)? Você atua ainda dentro da perspectiva de massa ou entende, hoje mais do que nunca, trabalha a partir de nichos?

Em um mundo em que o público agora usa com regularidade o Twitter, o Facebook, blogs e sites de compartilhamento de vídeo, precisamos nos atentar se o modelo que atualmente gera resultado vai continuar gerando resultado. Não será importante refletir sobre um modelo diferenciado de entretenimento, a partir da identificação dos vários tipos de atividades do público? Sim… até porque o público realiza várias atividades e interage por diversos meios. Concretizar a valorização da audiência é uma tarefa difícil, mas nem de longe chega a ser impossível.

Henry Jenkins, em seu livro “Cultura da Convergência” (que eu sugiro que você leia), apresenta aspectos que nos possibilitam entender mais da cultura da convergência, seus desdobramentos e efeitos nas relações. O livro não explica os conceitos apenas, mas também traz exemplos que elucidam sua própria compreensão. Entre estes conceitos está o de Economia Afetiva: é como a mistura da área de exatas com a área de humanas, aparentemente sem ligação, mas dentro da atualidade, e da abordagem da convergência, é plenamente interligado. E o que seria economia afetiva? É a estratégia desenvolvida para criar vínculo emocional entre empresa e cliente, buscando que os consumidores se tornem fãs e promotores da marca. Então amigo, a ideia não é só fazer com que o indivíduo compre certo tipo de produto, mas que ele/ela possa ir além: a ideia é que ele/ela possa gerar audiência para sua marca através de demonstrações de emoções que extrapolam os limites físicos do produto.

Exemplos não faltam sobre isso. Como explicar o sucesso de Star Wars, gerando tamanho engajamento após tanto tempo, através de camisas, bonecos, figurinhas, roupas, entre outras coisas (além dos próprios filmes)? Como traduzir o efeito avassalador de Harry Potter em jovens e adultos, com grupos de discussão, espera pelo lançamento dos livros e surgimento de curiosidades sobre os personagens após o fim da saga? Ou ainda, quais desdobramentos de Pokémon Go terá em termos de produtos para os fãs? Todos os casos não contêm respostas definitivas, mas com certeza as empresas entenderam que precisam saber identificar as necessidades dos clientes, focar nos nichos e criar e manter fãs que respaldem e ampliem sua conexão com o mercado. Conceitos como cultura da participação, transmídia e crossmídia, inteligência coletiva, broadcasting e narrowcasting, convergência dos meios de comunicação já fazem parte da realidade. Não perde a montanha russa da história. Valorize sua audiência!

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Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

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