Esse era um artigo para falar sobre a barreira imposta pela tecnologia e o impacto que ela causa no comportamento das pessoas e como as marcas deveriam se atentar a isso.

Mas tive que mudar o rumo dessa reflexão porque um problema bem maior me tira o sono: ainda há gestores que desconfiam do poder da tecnologia. Isso é sério e preocupante. Então, resolvi falar sobre isso, relacionando o cenário empresarial com o desenvolvimento tecnológico, já que, seguindo uma média de avaliação que fiz, é fácil notar que empresas emperradas são as que não evoluíram com o tempo e não têm qualquer afinidade com o “modernês”.

Enquanto algumas organizações não se importam tanto com o desenvolvimento da tecnologia dentro dos seus processos ou como se beneficiar dela para o seu negócio, outras tantas, sequer, estão dispostas a pensar em algo tecnológico.

Eu quero que esse apelo chegue para o maior número possível de gestores ou qualquer tipo de trabalhador que está com a sensação de que algo não vai bem. Porque algo realmente não deve estar indo bem. E isso tem muito a ver com a dificuldade que temos de tomar decisões e de mudar.

Isso acontece porque entramos em uma zona que chamo de conservadorismo confortável. Essa é a zona decadente de qualquer coisa que fazemos em qualquer momento da nossa vida.

O local da acomodação. Da sensação de que as coisas estão bem e que tudo que fazemos está correto. É o espaço da falta de visão e amplitude de ideias e raciocínios. Do não aceitar que precisa mudar. Do não querer compreender que a “tecnoera” já passou. Do não aceitar que sua alma talvez já tenha se esvaído e que precisa ressuscitar, mas que para isso é necessário dar ouvidos a quem consegue olhar e pensar à frente.

Infelizmente, quem sofre com esse tipo de perfil são as empresas. Porque a essência de um gestor transcende para o clima organizacional, assim como as intenções de um colaborador ficam nítidas no seu trabalho executado, sendo ele bom ou ruim.

Quem vive buscando constante evolução precisa fazer alguma coisa. Porque há um efeito cascata gerado pelos “conservadores confortáveis” que interfere negativamente na rotina dos seus próximos. E isso é um dos motivos da causa da depressão no mundo. Filosofe sobre o tema e encontrará essa resposta.

Temos o dever de nos colocarmos como multiplicadores e de darmos um “touch” na consciência daqueles que nem sabem que o toque (ou o tato) é apenas um dos tantos outros sentidos a serem explorados no ser humano. Daqueles que ainda duvidam do poder da mídia digital e da economia colaborativa. Que passam longe de um sentimento inédito ou vanguardista, perdendo tempo copiando os outros ou se pautando pelo sucesso do passado.

É claro que a responsabilidade de mudar cabe a cada um que se encontra em uma zona de conservadorismo confortável. Qualquer sinal de evolução já é bom, seja a partir de um “touch” ou de um toque na consciência. Topa o desafio?

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)