Estar em um ambiente de trabalho em que você se sinta bem deixou de ser algo apenas para os escolhidos ou coisa de palestrante motivacional. As empresas amadureceram em suas práticas de gestão de pessoas e ao longo do tempo começaram a entender, voluntaria ou involuntariamente, que precisavam definir estratégias para proporcionar o bem-estar era realmente necessário. Contudo, quando o mercado não vai bem para alguns setores, e os lucros não alcançam as metas esperadas, as empresas esquecem que o funcionário é um ser humano e o enxerga somente como números: se são bons e volumosos, ótimo; caso contrário, é uma decepção profunda.

Como se faz um bom marinheiro? Simples: “Bom marinheiro só se faz com a tempestade no mar”. Quando tudo flui dentro da empresa, ninguém é testado, mas quando os desafios aparecem aí realmente nós percebemos quem sai do discurso da lamentação e busca alternativas para encontrar os bons resultados. Seja você membro dos recursos humanos de uma empresa ou não, envolver a equipe nestes tempos é fundamental para que atingir os objetivos organizacionais. E como conseguimos isso? A partir da tríade dos bons resultados: motivação, relacionamento e produtividade.

Sobre motivação: neste ponto é importante entender que ninguém motiva ninguém. Como assim? Temos uma tendência em dizer que vamos motivar uma outra pessoa. Motivação é um “sentimento” intrínseco”, ou seja, já está dentro de mim e dentro de você– e o que outras pessoas podem fazer é estimular, seja positivamente ou negativamente. Exemplo: eu posso estimular positivamente uma pessoa com um abraço ou com um bolo de chocolate com bastante recheio – e provavelmente ela terá sua motivação elevada. Agora, se eu critico negativamente o trabalho de uma pessoa ou lhe proporciono uma agressão física, isso será um estímulo negativo – e sua motivação ficará baixa. Mesmo com um cenário em que se requer uma cobrança acima da média para o funcionário, a liderança não pode esquecer de propor estímulos para seus funcionários. Desta forma formamos um dos pontos da tríade. (Motivação é uma luta diária)

Sobre relacionamentos: relacionamentos só se cultivam no dia a dia e com momentos para conversar francamente com as pessoas envolvidas. Apesar das dificuldades, da necessidade de realizar o controle e de evitar os custos, os relacionamentos vão progredir se a liderança manter um canal aberto para o diálogo, com oportunidade para as críticas e sugestões. O ideal é que se evite decisões literalmente de cima para baixo, em que não se comunica e muito menos não se explica a razão as situações. Lembre-se: direito e deveres são de ambas as partes. Evite ser conveniente em momentos específicos, esquecendo que um ser humano deu o “sangue” para fazer um melhor trabalho. (Relacionamentos são formas de oferecer respostas a quem precisa)

Sobre produtividade: a produtividade é construída a partir da motivação do funcionário e dos tipos de relacionamentos que ele desenvolve dentro e fora da empresa. Mas é só isso? Claro que não. Produtividade envolve definição de métodos e critérios específicos para organizar o dia a dia de todos os participantes da empresa. Não adianta a liderança se isolar, falar em melhorar os resultados, se a maneira para chegar até lá não está clara para os colaboradores. Reuniões práticas e objetivas, definição de um cronograma acessível a todos, explicação de possíveis ferramentas de auxílio… tudo isso e muito mais deve ser analisado pela liderança. (Por que um CEO deveria surfar?)

A tríade dos bons resultados não é a fórmula mágica para tirar as empresas das dificuldades, muito menos ela tem receita pronta. No entanto, a liderança demonstra maturidade quando percebe como, quando e porque tais elementos tem o poder para manter ou expulsar bons profissionais, alavancar ou reduzir os resultados… projetar ou diminuir sua empresa.

Pense bem!

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Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

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