Ser um comunicador e encarar o mundo do marketing, do design, da redação ou simplesmente do contato com o público é um desafio.  Palavras bonitas, que na prática esbarram nos fracassos – que inclusive é muito bem-vindo, no ego, na falta de experiência ou de humildade e no medo de crescer.

A teoria é muito boa, parece bonito saber o que significa marketing digital, inbound, leads, Hack, KPIs, métricas, mensuração, link bulding e um dicionário infinito de palavras traduzidas do inglês pro português, adaptadas ou criadas só para significar o que são.

Mas por onde começar? Como chegar lá?

Acredito que todos já tiveram a sensação de não ser aquilo tudo que fulano ou sicrano é. “Sabe aquele cara? Nossa muito bom. É fera, é indecente”.

Provavelmente esse cara “indecente”, optou pelo difícil, pela dedicação e muitas vezes pelo sofrimento.

Para avançarmos de nível, melhorarmos nossas capacidades, alcançar a condição que desejamos como profissionais e também na vida pessoal  (e até sentimental) precisamos nos preparar e encarar o difícil.

Dizer que a zona de conforto não pode ser o lugar de estagnação é fácil, mas sair da zona de conforto significa mudar todo o sistema a sua volta.  Você está disposto?

A algumas semanas eu estava lendo sobre a história do famoso ator Sylvester Stallone. Ele chegou a dormir na rua, vendeu o próprio cachorro para sobreviver e só vendeu a história do filme “Rocky” com uma condição: Ser o protagonista.

Era ousado o suficiente para um simples ninguém, quem era ele? Ousado o suficiente para ouvir um não. E ele ouviu, vários, mas insistiu, até que protagonizou esse e muitos outros filmes.

Depois de algumas lágrimas e um sentimento de “nossa, ele sofreu” entendi que eu precisava ir além e tentar o impossível aos olhos, enfrentar o difícil, para enfim conseguir o que chamava de sonho.

Mas isso me exigia preparação, dedicação. Para escrever a história do filme Stallone escreveu durante 20 horas direto.

E então, hoje qual deveria ser o meu esforço? Ter conhecimentos sobre a minha área o máximo que eu podia e aproveitar o mundo digital para isso.

Então a dica de hoje não é feita de números, teorias, dados, porcentagens ou gráficos. É uma história compartilhada sobre a parte de difícil e necessária de uma carreira que ainda está em crescimento ou estagnada e gostaria de voltar a crescer.

Minha primeira dica é: Faça cursos na área. A internet é um espaço tão gigante e com tanto conteúdo que não sabemos bem pra onde ir e ultimamente nem como usar mais.

O cansaço também fala mais alto no fim do dia. Chegar do trabalho e dos afazeres diários e estudar? Quase impossível.

Se é fácil não é pra você. Pense nisso.  A Rock Content  oferece um bom curso sobre produção de conteúdo digital, ou melhor, sobre marketing de conteúdo.

Não é nada complicado e até mesmo pessoas de outras áreas podem e devem fazer. É bem dinâmico e explicativo, com uma provinha no final.

Na mesma pegada a Hub Spot oferece um curso mais específico com o tema Inbound Marketing, também com certificado.

E há muitos outros se você vasculhar a internet.

Trabalhe os idiomas. Infelizmente nós brasileiros somos poucos incentivados ao ensino de línguas, mas são essenciais para você avançar.

E não nos enganemos, o ensino do inglês apenas hoje em dia é básico. Se você observar as vagas de emprego na Europa, EUA e Canadá por exemplo, há uma quantidade enorme de vagas para pessoas que falem alemão, francês e espanhol.

O Duolingo, por exemplo, tem todas esses idiomas disponíveis e há grupos no Facebook para estudos de línguas. Fique atento a isso.

Ir a eventos e fazer contatos é essencial. O mundo da comunicação funciona através do networking, de quem conhece quem e poderia te indicar. Não significa que você nunca terá uma chance no mercado se não conhecer muita gente, ou se não receber uma indicação, não é isso.

Mas em contato com pessoas da área você se mantém atualizado, interage e fica sabendo mais de perto e com antecedência de oportunidades e novidades.  E se formos realistas, qual a probabilidade de você conseguir uma vaga se a pessoa ou entidade que contrata já te conhecer, conhecer o seu trabalho e ouvir boas referências ao seu respeito?

Também temos que ser realistas com relação ao preço dos eventos. Mas quem disse que você precisará comprar? Quer um exemplo?

Se você escreve pra algum site, jornal ou veículo, por que não propor uma entrada no evento em troca de um texto de divulgação, ou uma cobertura? Ofereça o serviço que você faz bem.

Além de ir ao evento e ter a oportunidade de participar ainda mostra seu trabalho.

Por fim, acredito que o importante é ser inteligente e por vezes “maldoso” (no bom sentido da palavra, se é que ela existe). Aliás, vou reformular melhor.

Precisa ser perspicaz para perceber as oportunidades e o momento ideal para avançar. Crie suas próprias oportunidades.

E não se deixe abater pelas circunstâncias, pelas críticas ou pelo medo.

Se Stallone tivesse aceitado vender apenas a história, será que ele teria chegado onde chegou hoje? Ele foi inteligente.  Ouça e leia sobre histórias como essa. Motivações e exemplo vão te dar força para perceber como o mercado funciona e como você pode se encontrar.

O que é fácil não é pra você, lembre-se, e a sua carreira é exclusivamente sua e de mais ninguém.

Vamos avançar?

E se você tem um história para nos dar mais força pra continuar, conte pra gente.

(Fonte da imagem em destaque: http://glo.bo/1nvs7HU

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Sabrina Kelly

Mineira de Belo Horizonte, publicitária em formação, apaixonada por viagens e fotografia. É técnica em Sistemas da Informação pelo Colégio e Faculdade Cotemig e fez um intercâmbio em Jornalismo na Universidade de Coimbra, Portugal. Escreve para a Obvious Maganize, produz conteúdo para e-commerce e é criadora da Loja Virtual Feitio.