Embora para os profissionais de marketing os termos web analytics e big data não cause muita estranheza, a aplicação no dia a dia das empresas ainda está muito longe do ideal. Se em 2014, de acordo com dados da Internet Live Stats, o número de websites chegou a 1 bilhão, e o Google diz estar presente em 95% deste total, deveríamos viver uma era de cultura de mineração de dados há muito tempo, mas não é bem assim que a banda toca.

Contra dados não há argumentos

Vivemos em tempos de crises e muitos clientes buscam reduzir os riscos em seus investimentos. O publicitário que faz o planejamento para o seu cliente baseado no feeling ou no seu conhecimento empírico de mercado tem encontrado diversas barreiras para renovar contratos com reajustes positivos, pois a necessidade de acompanhar em tempo real o crescimento das vendas está cada vez mais forte e nem todos estão preparados para oferecer tais soluções.

Trabalhando com a hipótese de que o Google esteja certo sobre a porcentagem de cobertura destes sites, muitas empresas e agências não sabem o que fazer com esses dados além conhecer o perfil de quem acessa e quanto tempo fica no site. Sem sombra de dúvidas podemos dizer que você está deixando com que dados importantes estão escorrendo para o ralo, pois só isso não basta.

Em pesquisa realizada pela GDMA e Winterberry Group, 81,3% dos profissionais de marketing e comunicação reconhecem a importância dos dados para o seu trabalho, e 59,3* julgaram como “fundamental para o desempenho de suas atividades, geração de estratégias e esforços de engajamento com a audiência”.

O que fazer? Chegou a hora de perder o medo dos números.

Não há mais espaço para a desculpa de “sou de humanas, não gosto de matemática”. Para tirar o melhor proveito de todo o volume de dados coletados, as empresas precisam repensar sua estrutura organizacional e criar “centros matemáticos”. Ter uma equipe profissional capacitada para analisar/interpretar esses dados com facilidade te ajudará desde um conhecimento detalhado do internauta que navega seu site em relação ao seu público-alvo até identificar padrões de consumo, prever comportamentos em seu site ou app e gerar oportunidades de negócios efetivas. Esse trabalho também te ajudará, em muitas vezes, a não acatar decisões tomadas pelas HIPPO, ou seja, os Highest Paid Person’s Opinion. Este termo criado por Avinash Kaushik é prática comum dentro das pequenas, médias e grandes empresas.

A implementação de uma estratégia de big data te ajudará nos seguintes pontos:

  • Mais informações: Conhecimento profundo da sua audiência
  • Tomada de decisões: Todas as decisões serão tomadas baseadas em dados reais, eliminando os “achismos” e adivinhações.
  • Marketing: Uma coleta de dados bem estruturada servirá como fonte de alimentação para estratégias de marketing, desde a elaboração de uma oferta para um produto menos acessado, como para a renovação de toda estrutura de uma loja virtual, por exemplo.
  • Custos: Embora as melhores ferramentas do mercado sejam pagas, ainda há ótimas opções gratuitas que atendem de forma eficaz a sua demanda. Para as pagas, use a estratégia 10/90: Para cada $10 investido em plataforma, invista $90 na capacitação da sua equipe. Só assim conseguirá obter o melhor custo/benefício.
  • Oportunidades e tendências: Em um ambiente cada vez mas competitivo, você pode ter antecipar tendências é dar dois passos à frente da concorrência. Somente através de métricas e análise de dados você poderá fazer isso minimizando ao máximo as possibilidade de erros.
  • Resultados: Empresas que usam a análise de dados em suas estratégias de negócios conquistam melhores resultados. De acordo com estudo da Texas University realizado com 10 diferentes indústrias, o varejo cresceu aproximadamente 49% após implantar o big data.

E quais ferramentas irão te ajudar?

Hoje em dia há muitas opções de plataformas que te auxiliarão a estruturar todo tagueamento necessário para que você tenha o maior volume de informações possíveis e tire o melhor proveito. São elas:

  1. Session Recording e Heat Maps: Para estudar a navegação do internauta dentro do seu website e verificar a usabilidade.
  • Hotjar
  • Inspectlet
  • SomoMe
  • Crazy Egg
  1. Web Analytics: Análise de audiência de seu website ou app.
    • Google Analytics
    • Adobe Analytics
    • Navegg
    • Kissmetrics
    • Heap
    • Woopra
    • Socialmetrix
    • Webtrends

Cada uma delas possui sua particularidade e é importante que analise qual se enquadrará melhor para a necessidade do seu negócio. Assim você terá o aporte necessário para a tomada de decisões importantes no dia a dia. Tenha sempre em mente: Nós acreditamos na fé. Todos os outros acreditam em dados.

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Douglas Martineli

Publicitário e Consultor de Marketing Digital a mais de 5 anos no mercado de comunicação. Especialista em "E-commerce para pequenas empresas" pela ComSchool, reconhecido pela ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) e também certificado pelo Google e Rock Content em temas co-relacionados. Atualmente é responsável pelo departamento de marketing e mídia online da Art Rock Camisetas.