Já conversamos sobre o poder organizacional dentro do ambiente empresarial; as influências que são geradas e multiplicadas a partir de ações no relacionamento. Observando este cenário – e nos lembrando da importância em desenvolvermos (ou aprimorarmos) a habilidade de empatia -, percebo a real importância do voluntariado.

É crescente o número. As empresas têm investido no incentivo aos funcionários em dedicarem parte do seu tempo às ações voluntárias apoiadas ou realizadas pela própria organização. Ser consistente no mercado é também ter a consciência do respeito e amor. Do compartilhar (e expresso este verbo referenciando-me ao partilhar físico, não digital). É necessário que tenha envolvimento direto dos líderes e responsáveis pelas empresas, e que estes estejam de acordo com a missão e valores que pregam. Que sejam verídicos em suas palavras. Assim, encontramos respaldo para o desenvolvimento interno e externo. O voluntariado surge como uma oportunidade para a empresa promover a garantia dos direitos sociais e contribuir para a qualidade de vida das pessoas.

Existem alguns insights para este desenvolvimento ser contínuo:

  • Vá além da balança de equilíbrio.
    Entenda que não é somente ajudar um lado e outro; uma instituição e outra. É preciso acompanhamento. Não precisa ser somente algo pontual.
  • Seja genuíno.
    É romper as barreiras da motivação. Ir sem buscar resultados gráficos para sua empresa. Ir, independente de. Ir com amor. E neste ponto, basear-se na verdade de demanda da comunidade ou organização que o apoio será efetivo. E dentro deste apoio, entender que é preciso estar alinhado com os valores e propósitos de sua marca.
  • Transforme.
    O mundo já está igual demais. Todos fazendo o mesmo da mesma forma. Faça uma lista de potenciais investimentos, e nela, priorize educação, saúde, alimentação e treinamento para capacitar outros a desenvolver tais tarefas.
  • Influenciar.
    E por aqui, o foco em políticas públicas. Sinalize para as autoridades a necessidade observada. Mova dentro de seu nicho, engajamentos para a colaboração e propagação da sua verdade.
  • Lembre-se do seu legado.
    Prepare materiais. Deixe apostilas, vídeos, arquivos. Planeje e pense no futuro. Seja um idealista. É interessante começar com a formação de um grupo interno, um conselho, que mapeie ações já existentes, pesquisar os temas que mais interessam aos funcionários e mobilizar aqueles que queiram se tornar voluntários. E então, alinhar o programa às diretrizes corporativas e de sustentabilidade do negócio.

Para o Instituto do Desenvolvimento Social, essa é uma estratégia de gestão socialmente responsável, que ajuda a enraizar valores da empresa, trabalhar seu público interno e as relações da empresa com a comunidade. Uma pesquisa da Associação Internacional de Esforços Voluntários (IAVE) afirma em um estudo, realizado em parceria com o seu Conselho Global de Voluntariado Corporativo, que está surgindo um modelo diferenciado de voluntariado empresarial centrado na transformação em vez da “ajuda” e no exercício do direito da participação cidadã ao invés de apenas “fazer o bem”. Nessa nova forma de fazer voluntariado empresarial, o crescimento pessoal dos empregados é chave, ampliando sua visão de mundo, melhorando seu entendimento dos problemas sociais e incorporando o espírito do servir aos outros em seu sistema de valores.

Seu mundo interior precisa ser desconstruído para então reconstruir o do outro.

Há muito o que fazer. Arregaçar as mangas e estender a mão. Não deveria ser algo imposto, não é mesmo? Talvez, antes de planejarmos, precisamos pensar no que nos move.

“Amor não pela profissão, porque esse já é um discurso cansativo de ler por aí. O amor pela vida também está se tornando clichê, mas este é um discurso que não me canso. E por mais que a auto-análise vez enquanto se perca com um pouco(muito) de achismos e influências estereotipadas e o que dizem como devo agir /ser/imprimir/viver, ela me faz bem. Me faz rever o que é amor e por onde tenho andado por ele. A decadência moral da sociedade é reforçada toda vez que uma decisão pessoal faz crescer o mal que repudiamos coletivamente. Na decisão que nos cabe, na autoridade que nos foi dada, no estreito território do mundo que administramos, a honestidade pode prevalecer. Honestidade por nós mesmos.

Porque o amor não pode ser líquido. Ou volúvel. Ele precisa ser sua propulsão. Não é romantizar todas as narrativas de sua vida, mas entender que há beleza no amor racional. Em saber que preciso doar, compartilhar. Me desprender em função do outro, para o outro, com o outro.” (Texto escrito em meu blog. Você pode lê-lo completo neste link)

Há ainda, o apadrinhamento. Você pode apadrinhar crianças neste cenário e ajudá-las rescrever suas histórias. Digo por experiência própria ser uma oportunidade transformadora e renovadora. Se você ainda não conhece, existem organizações que podem te auxiliar e expor a realidade. Uma delas é a Visão Mundial, a qual sou padrinho.

Obrigado por ler e até o próximo texto!

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa