Em um momento em que a colaboração está em grande evidência por ser citada com uma das habilidades mais importantes para o século 21, não posso deixar de falar do aumento do crowdsourcing como estratégia de Marketing. O termo crowdsourcing vem da junção das palavras crowd – que significa multidão, grupo e usando um termo mais popular o bom e velho “galera” – e a palavra source, que significa fonte ou origem. E o crowdsourcing é exatamente isso, quando um grupo de pessoas se reúne para resolver um desafio na raiz, sanar questões ou se empenhar em prol de um objetivo comum.

Recentemente, a Google e o The Economist revelaram uma pesquisa em que a habilidade de trabalho em equipe é a segunda competência mais desejada entre empregadores. Sendo a primeira a solução de problemas, o que está também intimamente conectado ao crowdsourcing.

É preciso mencionar que a estratégia não é necessariamente nova, afinal, quem nunca recorreu aos amigos para resolver algum problema ou para valer-se de olhares diferentes sobre um mesmo desafio pessoal? Entretanto, o aproveitamento da criatividade coletiva tem rendido bons frutos para o grande mercado, principalmente por reforçar o valor, o poder de decisão e a sensação de proximidade com uma marca. O consumidor cada vez mais se posiciona também como um criador de conteúdo para suas marcas favoritas, basta vermos o aumento de canais dedicados ao unboxing – quando consumidores dividem com seu público a experiência de “experimentar” o produto em tempo real. Talvez esteja aí o motivo da grande aceitação das ações colaborativas lançadas recentemente.

Com componentes afetivos, tecnológicos, sociais e de maximização de opções, o crowdsourcing também é muito utilizado como mão-de-obra voluntária na coleta de dados estratégicos para uma empresa. Podemos citar o Waze e Google maps como exemplos de sucesso na coleta de dados fornecidos por usuários, casos bem emblemáticos em que a colaboração supera em muito os contratempos da competição.

Um outro exemplo de crowdsourcing em grandes empresas são os hackathons criados para encontrar falhas ou solucionar problemas de difícil detecção. O Instagram e Facebook frequentemente recorrem a seus usuários para detectar bugs não percebidos no cotidiano da criação e fazem questão de dar grande visibilidade aos que os ajudam nessa empreitada.

Mas o que devemos considerar ao escolhermos o crowdsourcing como técnica de difusão da marca ou como solução de desafios na empresa? É preciso citar como pontos essenciais a serem observados: o alinhamento de interesses, a infraestrutura oferecida para a coleta de dados, a diversidade das cargas culturais, as relações de confiança entre as parcerias e as conexões que visamos estabelecer.

As vantagens do crowdsourcing são muitas, mas vale a pena elencar como muito vantajosas: a liberdade de criação, a maximização da criatividade, o alcance de público ampliado pela publicidade voluntária, a descentralização de setores e é claro a economia com mão de obra direta.

Concluindo, escolher uma estratégia de colaboração em massa como o crowdsourcing pode aproximar marcas, usuários e colaboradores de uma empresa, horizontalizando relacionamentos e diminuindo custos; entretanto, não devem ser esquecidas as necessidadesde coordenação e a interpretação da grande quantidade de input. Conhece alguma iniciativa inovadora de crowdsourcing? Compartilhe o seu exemplo aqui.

 

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Giselle Santos

Coordenadora Acadêmica at Cultura Inglesa - RJ/DF/GO/RS
Formada em Marketing, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual. Atua como Coordenadora Acadêmica na Cultura Inglesa RJ/DF/GO/RS e é membro do Painel de Especialistas em Inovação do Horizon Report K12 2014. Geek assumida,curiosa por natureza e investigadora de tendências e tecnologias disruptivas. Acredita que para ser feliz é preciso hackear a vida e não se acomodar! Mãe e avó de cachorro e inventora aos finais de semana.