A palavra empoderamento é nova, mas tem sido muito usada e difundida entre diversos meios sociais, principalmente quando falamos em feminismo, combate a homofobia e temáticas que abordam a luta contra qualquer preconceito.

Quando buscamos a palavra do inglês, empowerment,  podemos entender como “delegação de autoridade”, tradução que explica bem a força que empoderamento vem trazendo a quem entende a importância de se posicionar.

O empoderamento é um movimento coletivo, mas que valoriza a força e a unidade do indivíduo. O que isso quer dizer: Que para melhorarmos os níveis de bem estar e organização na sociedade, cada pessoa em particular pode desenvolver a capacidade de realizar as mudanças que o mundo precisa para tornar o ambiente comum muito melhor. Sendo assim, a pessoa torna-se consciente das decisões que toma, reconhece suas capacidades e direitos e pode influenciar o coletivo a também “abrir a mente”.

Para você entender melhor, assista:

E onde a produção de conteúdo entra nisso tudo?

Já sabemos da importância de produzir conteúdo de qualidade e relevante. As marcas precisam deixar legados digitais. Ou seja, seu conteúdo é tão bom e tão bem feito, que daqui a cinco anos, alguém vai  procurar saber como fazer panquecas artesanais no microondas e incrivelmente você será encontrado e indicado. Mesmo que robôs super independentes já façam panquecas em 30 segundos e sirvam a mesa sozinhos.

E para produzir conteúdo de qualidade você precisa de um bom planejamento e de algumas dicas iniciais básicas:

  • Entender o seu público-alvo e as personas dentro desse seu target;
  • Decidir uma periodicidade para publicações;
  • Designar uma equipe específica;
  • Executar uma curadoria detalhada antes da produção de conteúdo. Tendo atenção as novidades e tendências;
  • Criar relacionamento com o público;
  • Aceitar e estar preparado para receber críticas (Quando se produz conteúdo, o produtor se posiciona como alguém que entende muito sobre o assunto abordado e dele será exigido muito);
  • Cuidados com os erros de ortografia e semântica.

Mas então onde entra a responsabilidade de uma marca quando o assunto é empoderar?

O primeiro ponto é entender que uma marca tem responsabilidade sobre o conteúdo que produz. As pessoas no mundo digital querem novidade e são profundamente influenciadas pelo que consomem digitalmente.

Então a sua marca, ou você, estão produzindo conteúdo de qualidade e influenciando pessoas só porque precisam estar presentes no digital ou porque realmente entendem que quando uma marca ou um nome de influência fala, muitas pessoas são impactadas?

Entramos no segundo ponto: Tomar a decisão de se posicionar ou não!

A decisão tomada foi de não se manifestar. Ok! Mas lembre-se que uma marca que está sempre neutra também é sujeita a críticas e por vezes pode perder credibilidade e confiança por não se colocar mediante a um determinado tema que tem relação direta com os valores e pilares que a própria empresa diz ter.

Mas se a empresa, ou você, decidiram se posicionar, pensem nos valores que a empresa tem, na imagem que gostaria de criar ou manter, na maneira como seus clientes e futuros clientes serão afetados e na forma como tal conteúdo será transmitido. Lembrando que até os meios utilizados podem fazer diferença.

E aí encontramos a relação do empoderamento com a produção de conteúdo.

Uma marca que se posiciona a favor de questões sociais, pode gerar uma transformação gigantesca na sociedade. Sabemos também que muitas empresas esbarram em normas e órgãos regulamentadores, mas com um bom planejamento e uma equipe inteligente é possível alcançar o objetivo de alguma maneira.

Mas que a nossa produção de conteúdo não seja abusiva e muito menos se aproveite de movimentos sociais e da luta de muitas categorias. Se optarmos pela interação, que seja para fundamentarmos mais os valores da própria empresa e casá-los com os valores que estamos transmitindo ao nosso target.

Ou seja, que nosso conteúdo seja sincero quanto a intenção de empoderar a favor de algum assunto.

As marcas já não vendem apenas produtos e serviços. Vendem “sentimentos e realizações”. Imagine o poder que sua a marca terá apoiando movimentos que impulsionam uma mudança na sociedade e influenciam cada indivíduo em sua singularidade a se permitir e se conhecer melhor?

Vamos tentar?

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Sabrina Kelly

Mineira de Belo Horizonte, publicitária em formação, apaixonada por viagens e fotografia. É técnica em Sistemas da Informação pelo Colégio e Faculdade Cotemig e fez um intercâmbio em Jornalismo na Universidade de Coimbra, Portugal. Escreve para a Obvious Maganize, produz conteúdo para e-commerce e é criadora da Loja Virtual Feitio.