Muitas empresas sofrem dificuldades de comunicação – e poucas sabem disso – por não terem trabalhado a sua marca como um todo durante sua existência. É comum ver pontos de contato de uma empresa dialogando de maneira diferente em diversos lugares, seja na aplicação visual do logotipo, seja no modo de falar ao telefone, nas comunicações por e-mail e etc. É realmente difícil conseguir enxergar a marca como o todo de um negócio.

Com os avanços mercadológicos, a disputa entre empresas por espaço se acirra, como consequência do surgimento de mais e mais negócios, em um processo crescente. Por ano, no Brasil, nascem mais de dois milhões de novos negócios, embalados pela voracidade empreendedora de startups, franquias e microempreendimentos.

Com isso, as empresas precisam encontrar novas maneiras de manter um destaque em seu meio de atuação. As máximas de sempre, hoje, são mais do mesmo. Virou obrigação ter um atendimento excelente, para venda de produtos e serviços de qualidade, a preços competitivos. Mas, como se destacar? Trabalhando a marca.

A marca é o todo. Não é simplesmente o logotipo, a identidade visual, o site ou a equipe comercial. A marca de uma empresa é, de fato, o todo que ela representa perante seu mercado de atuação, frente ao seu público. E isso é muito sério. Grandes marcas, como Apple, Google e Nike souberam trabalhar bem seus valores ao longo do tempo. Tanto que é difícil imaginar essas empresas no âmbito de uma estrutura física. Mas é fácil imaginá-las através de perspectivas de marca, ou seja, do que elas representam.

Honda e Toyota, por exemplo, no Brasil, em pleno cenário crítico de 2015, registraram crescimento nas suas vendas em relação aos últimos anos, na contramão do setor automobilístico. Mágica? Não. Valor. Elas conseguiram, ao longo do tempo, agregar tanto valor para suas marcas que se tornaram preferência do setor, concentrando taxas positivas de venda em um momento de recessão. Sim, o produto é bom, o atendimento é excelente e os preços são competitivos. Porém, essa somatória, mais os valores direcionados para suas marcas, de confiança, credibilidade, durabilidade, valorização e diferenciação são decisivos na escolha do consumidor. Esses valores podem ser notados em estratégias de comunicação.

Trabalhar uma marca não é fácil, pois não é tangível. A maior parte das pessoas pensa que marca é o visual, o logotipo. Estão erradas. Logotipo é apenas uma parte do todo, complementado por nome, slogan, identidade visual, cores e símbolos gráficos. Esses elementos são todos visuais, mais fáceis de serem notados. Porém, não significam nada para um trabalho de longo prazo se não forem sustentados.

Assim, complementando, embasando e enraizando toda proposta visual, outro elemento – a plataforma de marca – dá sustentação ao todo. Ela direciona e posiciona o momento atual de como a marca deve e deverá se comportar. Nessa linha, ela coleciona parâmetros de valores intangíveis, como propósito, posicionamento, identidade central, visão, olhar de futuro, diferenciais e todo tipo de informação e dado que fundamenta sua existência.

É a partir da plataforma de marca que é possível dizer quem a empresa é, ou seja, sua descoberta, o que ela faz, para quem vende, como vende, como se comunica, como se valoriza, e como se comporta visualmente, consequentemente, gerando confiança e solidez para o desenvolvimento do negócio, suas ações de comunicação e sua existência interna e externa.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)