Essas constantes mudanças na comunicação digital que estamos acompanhando dia após dia, fez com que eu parasse por um momento para fazer um balanço dos cenários que vivemos e experimentamos nesses últimos anos.

Há 10 anos, por exemplo, o Google celebrou seu primeiro ano no Brasil. Antes, a única maneira de comprar campanhas de links patrocinados era com cartão de crédito internacional. Naquela época, o Facebook não existia, muito menos Twitter, Instagram, Whatsapp e Snap. Mas o Orkut estava bombando, a moda era ter Fotolog e o LinkedIn já dava o ar da graça.

Há 10 anos, quando entrei no mercado digital, a audiência era dos portais de notícia, mesmo com quase todos os veículos replicando o que havia saído nos veículos tradicionais. Realidade muito diferente de hoje, onde trabalhamos com o imediato, fazendo transmissões ao vivo que são facilmente acompanhadas, compartilhadas e interagidas. Não paramos com tanta informação chegando, mas permanecemos parados fisicamente. Isso é ser contemporâneo.

Neste período, com o advento da Web 2.0, o fim da era do impacto publicitário já estava se preparando para ficar em segundo plano.Pessoas felizes, cores fortes e desenhos criativos não são suficientes para chamar atenção. Hoje, falamos de conversão. A taxa de conversão é uma das métricas mais importantes quando analisamos campanhas e estratégias de marketing e publicidade online, já que podemos compreender o resultado real. Fazer com que as pessoas preencham um formulário ou finalizem uma compra, é um dos principais objetivos de uma campanha de marketing.

Foi-se o tempo da era do push marketing, onde o produto era “empurrado”, passando do fabricante, pelos vendedores até chegar ao cliente. Estamos na era do engajamento, produzindo, fazendo posts em blogs, twitando, escrevendo em comunidades, participando de programas televisivos com nossas opiniões, formando opiniões, criando. O consumidor passa a ser co-criador. Ele não é mais o fim, é o meio.

Já ouviram falar em “Prosumers”? Do inglês ‘producer’ e ‘consumer’, essa expressão foi utilizada primeiramente em 1980 por Alvin Toffler, autor do livro “A Terceira Onda”. Segundo Toffler, esses consumidores, além de interferirem na forma de produção, também poderiam customizar seus produtos. Uma opinião ousada para a época, mas não seria nos dias de hoje, já que os consumidores buscam informação de outros antes de comprar.

Afinal, o que mais influencia suas decisões? Uma propaganda ou a opinião de pessoas conhecidas?

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Alison Marques

Viciado em compartilhar conhecimento. É Especialista em Linguagens e Mídias Digitais, jornalista, palestrante e social media.