As empresas são verdadeiros sistemas de aprendizagem, ambientes ideais para aquisição, utilização e compartilhamento de conhecimentos e habilidades. Mas, esse enorme potencial para ensino-aprendizagem não é aproveitado pela maioria das organizações. Nos tópicos abaixo, há algumas metodologias de aprendizagem organizacional que podem ser aplicadas com os funcionários.

Autoinstrução

Basta pedir ao funcionário que pesquise (pode ser na internet e/ou na biblioteca da empresa) algum tema relevante para a organização e/ou para o setor. Por exemplo: você é gestor e acredita que pode ser interessante passar a produzir infográficos para se comunicar com os clientes. Pois bem, solicite que alguém de sua equipe busque informações e traga os prós e contras. Após a conclusão da pesquisa, é conveniente pedir ao funcionário um resumo por escrito ou uma apresentação para os demais colegas. Além de ser uma boa forma de trazer novidades, a autoinstrução é aliada na evolução individual e estimula a multiplicação do conhecimento.

Demonstração

Ótima para apresentar situações da rotina do funcionário ou para mostrar procedimentos em softwares e sistemas. A demonstração é sair da teoria e passar para a prática de trabalho. Reúna a sua equipe e aplique essa metodologia, pois com certeza surgirão dúvidas durante o procedimento e essa será a melhor hora de saná-las.

Estudo de Caso

É interessante trabalhar o caso de forma fragmentada e, aos poucos, ir apresentando mais informações. A experiência de uma situação real ou pelo menos inspirada num caso real exigirá empenho dos funcionários para identificar o problema, analisar, desenvolver argumentos e propor soluções. Esse método estimula o senso crítico e comprova que a mesma situação pode ser resolvida de diferentes formas, dependendo do ponto de vista. Perfeito para auxiliar na tomada de decisão, treinar o raciocínio e a argumentação.

Dramatização

É a representação teatral a partir de um tema. Recurso ideal para demonstrar processos comportamentais, como boas práticas de fabricação e atendimento ao cliente. A dramatização muda a tradicional dinâmica de reuniões expositivas. Vale também utilizar trechos de filmes, desenhos animados ou apresentação com fantoches.

Benchmarking

Se precisa melhorar o procedimento de compras, elaborar planos de cargos e salários ou montar uma equipe de assistência técnica, o benchmarking pode ser uma boa solução, pois consiste numa metodologia que visa aprender com outras empresas (desde que não seja uma concorrente) ou com outros setores da própria organização. Pode ser aplicada em qualquer área ou processo. Cabe ao funcionário que fizer o benchmarking trazer as melhores práticas e aplicar o que for possível.

Job Rotation

É a troca de cargo por um período de tempo pré-determinado. Significa aprender e exercer as atividades e funções do colega. O período do job rotation pode variar de um dia até um ano ou mais, dependendo da empresa e de qual o objetivo final. É recomendado aplicar esse recurso em áreas promissoras ou em cargos que precisam de talentos futuros. O ideal é que exista uma espécie de mentor, pelo menos nos primeiros dias. Como a pessoa se coloca no lugar do outro, também auxilia na propagação do espírito de grupo.

Participação em Projetos

Uma maneira de aproveitar o conhecimento e o potencial crítico do funcionário em benefício da empresa. Se, por exemplo, a organização está reformulando seu site, pode montar pequenos grupos que serão responsáveis por analisar determinados aspectos, tais como usabilidade, layout, conteúdo, entre outros. Os funcionários se sentirão importantes, valorizados e terão o sentimento de pertencimento aflorado.

Jogos

Método de aprendizagem recomendado para funcionários da área comercial, os jogos são uma solução lúdica para estimular a colaboração, trazer conceitos, estabelecer metas e desafios. Podem ser aplicados numa convenção anual de vendas ou no desenvolvimento de um novo modelo comercial. Estimulam a colaboração e a noção de grupo.

Além dessas, existem ainda outras metodologias de aprendizagem aplicáveis nas organizações: debates, workshops, ensino a distância, coaching, entre outras. Como escolher qual usar? Depende da finalidade, do público-alvo, de quais os recursos, o tempo e as tecnologias disponíveis. O que não é permitido, a partir de agora, é deixar de aproveitar as oportunidades de troca de conhecimento que só trazem benefícios para os funcionários e para a empresa.

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Andressa Larsen

Andressa Larsen é jornalista, especialista em Comunicação Estratégica e Negócios, cursa MBA em Gestão Empresarial. Em 11 anos de trabalho, atuou nas áreas de comunicação corporativa, e-learning e produção de conteúdo educacional. Adora desafios e é apaixonada pela vida, pelas pessoas, por endomarketing, música e chocolate!

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