Informação, contextualização e praticidade nas nossas vidas.

Cadastrar o endereço da casa e do trabalho no Google é simples e rápido. E com as integrações com o Waze, Uber, e etc, fica mais prático ainda. Pedir um Uber ou algum app de táxi também é simples e favoritar pontos também não é tão complicado.

Favoritar. Favoritar artigos (espero que você favorite esse aqui também). Favoritar serviços ou produtos. Criar listas. Seja de hotéis, lugares para visitar, casas para compartilhar, roupas, bugigangas ou livros pra comprar. Favoritar pessoas (ou dar um like no seu app de dating favorito). Baseado em todos esses likes (ou dislikes) e informações, de vez em sempre você vê um Ads relacionado há alguma coisa. Ok, muitas – ou quase sempre – não no horário perfeito. É ai que entra o “Contextual Commerce”: Usar as informações para adicionar valor e otimizar tempo. E como todos aprendemos, tempo é dinheiro. Mas, vamos aos fatos:

“Plataformizando” tudo

O Uber foi lançado em 2009 e de lá pra cá, além da valuation de $70Bilhões, tem criado um movimento bem interessante, tornando algumas coisas bem “naturais”, como a cobrança no cartão de crédito sem você nem se ligar – e algumas vezes se perguntar: “COMO EU ACEITEI ESSE 5.5X ?” como aconteceu bastante no ano novo. Na última semana, um grande passo foi lançar o Rider Reminder, uma API disponível para integrar serviços ao Uber. Alguns dos primeiros cases são Hilton, Citymapper e Zomato. Com o Ride Reminder do Hilton por exemplo, você já pode fazer o Check-in no Hilton durante a viagem com o Uber e ao chegar no hotel algum funcionário já esta à postos para te entregar a chave do seu quarto. Isso sem contar com o outro lançamento, o Uber Eats.

Pois é, mais do que apenas um app para solicitar um motorista, o Uber está se transformando em uma plataforma, contextualizando necessidades e simplificando determinadas atividades.

O Messenger do Facebook vai seguindo o mesmo caminho. Muito mais que simplesmente trocar mensagens, já não esconde o desejo de se “plataformalizar”, permitindo uma série de ações no mesmo app. Hoje já é possível enviar dinheiro (Até $50,00, por enquanto restrito aos EUA) para amigos, acompanhar status do voo da KLM Airlines, e coincidência ou não, solicitar um Uber.

E muita mais coisa deve vir por ai, já que a meta do time é “Make Messenger the best place to communicate with all the people and business in the world”.

12966428_985794331496547_494815958_n

 A estratégia do Messenger lembra bastante o WeChat. O app que tem mais de 600 Milhões de usuários ativos, permite que os usuários comprem desde um hambúrguer no McDonald’s, comprar um livro, pagar corridas de táxi, ingressos para um show e …Ah! Trocar mensagens e emojis também.

E falando em contextualização, música não pode ficar de fora. Spotify já possui uma feature que mostra quando uma banda que você curte fará um show perto de você. Um estudo da universidade de Boston concluiu que música por si só é uma plataforma de marketing pro álcool. Quantas oportunidades isso pode gerar para o  Spotify, Pandora, Apple Music e afins?

Riscos e oportunidades

Contextual Commerce permite um engajamento e uma identificação em outro nível. A grande evolução fica por conta de provocar o impulso da compra adicionando mais valor e, totalmente contextualizando com uma experiência já “natural” aos usuários e sem a dor de cabeça de preencher um milhão de dados no pagamento.

A facilidade e invisibilidade do pagamento de tão simples, acaba complicando, com a multiplicação das wallets. Se cada plataforma tiver sua wallet e não possuir integração com as demais, teremos um problema (ta aí uma das maiores vantagens competitivas do Apple Pay).

E qual será a próxima coisa que você vai comprar no Messenger ou no Uber ?

banner clique
The following two tabs change content below.

Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.