Quando falamos em estado da arte, poucos se arriscariam a dizer do que o assunto trata. Talvez, em uma estratégia de SEO, essas palavras não sejam as mais adequadas para um título nesse blog. Mas a intenção não é necessariamente ficar bem ranqueado em mecanismos de buscas. O Ideia de Marketing tem um nicho bem específico, arriscaria dizer que nossos leitores nos seguem, não necessariamente nos buscam. Eu ouvi esse termo pela primeira vez através do Erico Rocha, um grande empreendedor digital que muitos leitores já devem conhecer, mas para cada um que conhece, deve haver outros tantos que não conhecem, o foco não é nele.

Além disso, o termo não é algo novo, muitos trabalhos acadêmicos abordam esse formato, ainda materiais mais antigos alinham o “estado da arte” ao limite máximo de qualidade que algo pode atingir, Jimi Hendrix era um cara que atingia esse estado em muitas das suas apresentações.  Aristóteles já sabia a diferença da teoria para a prática, e melhor ainda, o melhor estado possível para esta combinação, sendo a mistura da técnica com a arte: o estado da arte.

Por que essa introdução, afinal? Quero mostrar em alguns pequenos exemplos, que o estado da arte é algo difícil, algo que une técnica precisa, sabedoria, conhecimento e prática. Envolve elementos importantes para um nível acima do mediano, do medíocre, do ordinário. Esse últimos termos não são pejorativos, eles apenas designam o que está no meio termo, na média, o que qualquer pessoa pode fazer. O estado da arte é maior, é um nível acima do esperado, é algo que supera o estado de excelência. O estado da arte é o topo, o último nível. Mas ainda sim, perfeitamente possível.

Quando uma organização se permite buscar o estado da arte está dizendo para os seus colaboradores que eles podem fazer o seu melhor, eles poderão procurar pelo próximo nível. Se encontrarem, saberão, pois muitos farão o famoso “Wow” quando virem o estado da arte. Nesse momento as organizações precisam entender que não adianta liberarem os portões para os colaborares buscarem o tesouro, pois todos os níveis hierárquicos precisam estar alinhados com o mesmo objetivo. Buscar o estado da arte precisa estar na missão da empresa, não basta ser uma vontade apenas de alguns poucos visionários.

Por isso, logo no início mencionei o público do Ideia, essencialmente não são as grandes organizações. Talvez alguns visionários lá dentro nos leiam, talvez muitos, mas não os CEOs. O estado da arte é algo que pessoas comuns podem atingir, buscando melhorar os seus processos. Buscando azeitar a sua pequena equipe a buscar pela excelência. Não basta realizar muito, realizar tudo, realizar cem tarefas ao mesmo tempo, diversos objetivos, metas arrojadas, status institucional, ranking entre os melhores. O fato é estar entre os melhores sendo reconhecido pelos clientes, entregar o estado da arte para eles, satisfazer suas necessidades com o padrão “Wow” de qualidade.

O estado da arte está nos detalhes, está na escolha de foco, na desistência de muitas oportunidades para atingir o esplendor em algumas. Degraus. São a melhor “ferramenta” para subir alguma coisa. Uma etapa por vez, conforme a capacidade da equipe, da empresa, dos colaboradores. O estado da arte não está no bastante, está no exclusivo. Está na preocupação pela qualidade, não na quantidade. Jimy Hendrix não tocava todos os instrumentos no estado da arte. Ele tinha o ouvido absoluto, o que lhe dava a possibilidade de saber o suficiente para ensinar a sua equipe como proceder, para que cada um atingisse o seu melhor nível. Nesse ponto, ele poderia entregar ao público o seu melhor show, com cada um oferecendo o seu melhor. Eis o estado da arte.

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Jonatan Fortes

Consultor Empresarial
Consultor empresarial, Diretor de Marketing da Fonte de Talentos (RS). Mestrando em Desenvolvimento Regional, onde busca conhecimentos visando aplicar na geração de talentos. Acredita no poder da comunicação e atua na promoção e desenvolvimento de empresas e talentos para o crescimento coletivo.

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